Bay to Breakers 2011, San Francisco, CA, USA
Viagem de férias marcada e eu resolví procurar uma corrida em San Francisco. Encontrei esta que seria a sua 100a edição mas de apenas 12km. Fiquei até desconfiado, não conhecia nenhuma corrida com tanto tempo de vida assim mas resolvi arriscar.
Como toda corrida nos USA a inscrição foi cara (US$75) mas como diz meu cunhado: tá no inferno, abraça o capeta! Paguei US$10 a mais e peguei uma camiseta tipo DriFit pois a camiseta da corrida era de algodão como é padrão nas corridas americanas.
Interessante, a corrida (de 12km) utilizava o mesmo conceito da ING New York Marathon para a largada: em ondas (waves)! E o mais incrível, a 2 meses da corrida eu só conseguí lugar na largada junto do pessoal que terminaria os 12km em....2h30mins!!!!
Dias antes da corrida, recebi as instruções para retirada do kit na feira da corrida no sábado. Dean Karnazes estaria lá, logo depois de terminar sua última façanha: correr de Los Angeles a New York! Outro que estaria por lá era o Meb Keflezighi, atleta americano que foi o segundo na Maratona das Olimpiadas quando o padre irlandes atrapalhou o Vanderlei Cordeiro.
No dia da feira, fui pegar o kit e foi tudo bem organizado sem bagunça apesar do anúncio de que seriam 50 mil participantes. A feira era bem menor que a da ING New York Marathon mas pra uma corrida de 12km estava muito bom. Era do lado de uma loja da REI (http://www.rei.com ) onde fui comprar algumas roupas de frio pra minha filha.
Neste dia fiquei sabendo que a largada seria as 7am mas a minha "onda" seria apenas as 8am, uma hora depois!! Parece que os 50 mil participantes era verdade...
No dia da corrida fui de carro, de Sunnyvale a San Francisco. Achei um estacionamento público que por causa da corrida cobrou o mesmo preço de um dia de semana (US$10) e era perto da largada. Enquanto me dirigia pra (minha) largada, os da primeira onda já estavam passando perto de onde deixei o carro. Estava frio, devia estar uns 8 graus. Resolvi correr com uma manga comprida por baixo da camiseta da Race. Tinha gente com luva, gorro, blusa, calça, etc..
No caminho para a largada vejo pessoas fantasiadas com muita e pouca roupa. Há premios para algumas categorias de fantasias.
No local da largada, decido entrar e correr a esperar pela minha onda. Muitos estavam fazendo isto e (infelizmente) resolvi fazer o mesmo. Ainda faltavam mais de 40 mins pra minha largada.
Logo na largada percebo que tanto corredores como caminhantes teriam que dividir o trajeto: corredores pela esquerda e caminhantes pela direita. E que seria impossível fazer uma corrida de tempo, iria apenas curtir pois tinha tanta gente (50mil) que teria que correr desviando de muita gente. Era mais fácil correr pros lados do que pra frente...rs
O trajeto é muito legal, praticamente atravessamos San Francisco de leste (Pier) a oeste (Pacífico). Muito reto e a partir do km 2 pudemos avistar o que nos esperava no km 4: uma subida com elevação de 70m em relação à largada!! E ninguém parou não. Quem estava correndo continuou correndo e quem estava andando continuou andando.
Logo depois da subida, uma reta/descida. Em um dos postos de água desse trecho vejo uma cena engraçada: um senhor vai pegar um copo d'agua e quem entrega geralmente são meninas (16anos?!). Ele diz:" não olhe pra mim, apenas me entregue o copo. Eu sou sem-vergonha, não olhe pra mim!". É porque além do tênis/meia, ele vestia apenas um boné....rs
De maneira geral o trajeto mostra uma San Francisco diferente. Depois da subida chegamos em um bairro residencial próximo da Universidade de San Francisco e já do lado do Golden Gate Park, local da chegada. Mas engana-se quem pensou que era o fim. Teríamos pelo menos uns 5km pra correr dentro do parque, em descida! Nesse trecho começou a chuviscar mas durou pouco, ainda bem. Pude ver uma banda tocando música para animar os corredores.
Dentro do parque conseguí correr mais forte e diminuir meu tempo. Outra banda e esta começa a tocar "Eye of the Tiger" ( Rocky, o Lutador ) e o povo começa a delirar. Até me empolguei e quando estava pegando um ritmo legal, vejo...o mar!!
Estava chegando ao fim meus 12km. Olho para o relógio e vejo que não corri mesmo. 12km em 1h17mins!!!!! E tinha muita gente na minha frente, comigo e ainda por vir!
Logo depois da chegada vejo umas cestas com frutas. Pensei em pegar quando vejo placas com preço. Eram de moradores, estavam vendendo frutas!
De repente aparece uma mesa comprida no meio da rua por onde andamos. Era a distribuição da medalha. Eles apenas rabiscam num canto do seu número de peito que a medalha foi entregue. Nada de devolver o chip, assim como em NY usamos o D-Tag, aquele "chip de papel" que é descartável.
Sigo a multidão. Chegamos numa área onde estavam distribuindo bebidas e comidas (brindes). Uma guerra pra conseguir uma garrafa de um suco de pessego. Morango e uva nem pensar. E engana-se quem acha que só brasileiro pega pra levar pra casa. Ví muito americano pegando várias garrafas de água e suco pra levar pra casa.
Continuo seguindo o povo. Eles estão indo pra área de encontro com as famílias. A minha está em Sunnyvale, pelo menos 1h de carro dalí. Resolvo mudar o rumo e seguir para o local de partida dos ônibus que levariam os corredores para pontos como a largada ou estação de trem.
US$14 pra me levar próximo do meu carro em um ônibus de turismo de luxo Nada mal.
De volta ao estacionamento onde está o meu carro, vejo que as ruas ainda estão fechadas para a corrida. E já se passaram pelo menos 3hs desde a largada!
Chego ao estacionamento, não está frio como na largada. Pego o carro e mais 1h até ver minha família.
Valeu pela experiencia.
Fotos em http://www.flickr.com/photos/ingbaytobreakers/
Como descobrí essa corrida?! http://wwwactive.com
Por Valter Ide
Race Consultoria Esportiva. Treinamento personalizado nas modalidades caminhada, corrida, triathlon, ciclismo e corridas de aventura.
segunda-feira, 6 de junho de 2011
terça-feira, 24 de maio de 2011
Prova VO2 - Desafio Serra de Campos
Segue comentários dos nossos alunos campeões que fizeram a prova no final de semana passado:
MAURICIO CESTARI
Entendo que todos que não logram subir pedalando, me incluo nesta, devem creditar TOTAL responsabilidade ao treinador que não nos preparou adequadamente...he,he,he.
Entendo que participei de um duathlon, foi uma caminhada acompanhada de pedal.
A organização também pisou na bola pois soube que faltou água para os últimos, nesta me excluo...por sorte.
Não preciso participar de outro desafio neste percurso, não me trouxe nenhuma satisfação, é um percurso muito sofrido.
Se preciso de alguma coisa? Sim, um descanso de uns três meses...fiz em 03h17min., foi esforço uma maratona.
KAMILLA PONTES
A prova foi muito dura mas bastante interessante. Deu para ver o tamanho da encrenca...
Consegui finalizar sem empurrar a bike em 2:27! Fiquei feliz com o resultado dos treinos.
Levei uma queda logo na primeira subida pois embolou e muitos foram parando e a pessoa logo a minha frente caiu e nao teve como desviar. consegui voltar e segui em frente...
Queríamos felicitar a todos os nossos alunos que participaram da prova!!! Vamos em frente, em busca de mais desafios!!!
MAURICIO CESTARI
Entendo que todos que não logram subir pedalando, me incluo nesta, devem creditar TOTAL responsabilidade ao treinador que não nos preparou adequadamente...he,he,he.
Entendo que participei de um duathlon, foi uma caminhada acompanhada de pedal.
A organização também pisou na bola pois soube que faltou água para os últimos, nesta me excluo...por sorte.
Não preciso participar de outro desafio neste percurso, não me trouxe nenhuma satisfação, é um percurso muito sofrido.
Se preciso de alguma coisa? Sim, um descanso de uns três meses...fiz em 03h17min., foi esforço uma maratona.
KAMILLA PONTES
A prova foi muito dura mas bastante interessante. Deu para ver o tamanho da encrenca...
Consegui finalizar sem empurrar a bike em 2:27! Fiquei feliz com o resultado dos treinos.
Levei uma queda logo na primeira subida pois embolou e muitos foram parando e a pessoa logo a minha frente caiu e nao teve como desviar. consegui voltar e segui em frente...
Queríamos felicitar a todos os nossos alunos que participaram da prova!!! Vamos em frente, em busca de mais desafios!!!
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Psicologia esportiva e as lesões
Depreende-se da Psicofisiologia do Esporte e do Exercício que o ato de correr de forma contínua e constante favorece a diminuição dos níveis de estresse e, por conseguinte, desacelera os níveis de cortisol e é liberada endorfina na corrente sanguínea. Assim, durante a prática da referida modalidade, sente-se bioquimicamente e psicologicamente uma sensação de êxtase total e de completo bem-estar.
Conforme o exposto anteriormente, a sensação de prazer que é despertada pelo ato de correr faz com que, muitas vezes, praticantes desta modalidade esportiva excedam em seus treinos e em suas competições, ocasionando o overtraining e, em alguns casos, o burnout (distúrbio psíquico de caráter depressivo, precedido de esgotamento físico e mental intenso). Com isso, o que geralmente acontece é um acúmulo de ácido lático nos músculos, dores intensas, e possíveis lesões esportivas.
Mas, quando isso acontece, o que se deve fazer?
Quando se diagnostica que o atleta, seja ele amador ou de elite, apresenta sintomas de burnout, o que se verifica é que há uma “saturação emocional do atleta devido à sobrecarga física e mental, que é considerado um estado avançado da síndrome de overtraining”(Samulski, 2009).
Com toda esta sintomatologia, o praticante de corrida acaba tendo um efeito contrário em seu rendimento esportivo, uma vez que seu nível de desempenho na atividade tenderá a reduzir, podendo além disso sofrer lesões esportivas importantes.
Quando se está acometido por algum tipo de lesão física proveniente do excesso ou do próprio desgaste físico dos treinamentos e competições, o atleta deverá parar com suas atividades até que se recupere e se restabeleça. E o que se deve fazer, primeiramente, é consultar um médico do esporte para que, juntos (médico e atleta), encontrem a melhor maneira de se fazer uma reabilitação adequada ao caso.
É válido ressaltar que uma lesão física não surge isoladamente, ou seja, uma lesão física também costuma vir acompanhada de uma lesão emocional, uma vez que o atleta estará obrigado a parar todo seu treino e sua rotina esportiva em prol de sua pronta e eficaz recuperação.
Com isso, as principais reações psicológicas são sentimento de raiva, impotência, tristeza, medo,fadiga, incredulidade, negação, baixo auto-estima e, em alguns casos, depressão. Assim, é salutar que o atleta procure um psicólogo do esporte, uma vez que somente este profissional é capacitado para manejar os aspectos físicos e psicológicos de uma lesão.
Uma técnica comumente utilizada para atletas de alto rendimento é o “treinamento mental ou visualização”, associado ao processo terapêutico tradicional. Esta técnica permite que, ao se visualizar o processo de cura com sucesso, se reduza as expressões fisiológicas e verbais de medo e de dor por meio do envio de sangue à área lesionada e, por conseguinte, o processo de cura seja mais rápido.
Por Daniela Lago Chaves Koerbel - Revista O2 por Minuto
http://o2porminuto.uol.com.br/
Conforme o exposto anteriormente, a sensação de prazer que é despertada pelo ato de correr faz com que, muitas vezes, praticantes desta modalidade esportiva excedam em seus treinos e em suas competições, ocasionando o overtraining e, em alguns casos, o burnout (distúrbio psíquico de caráter depressivo, precedido de esgotamento físico e mental intenso). Com isso, o que geralmente acontece é um acúmulo de ácido lático nos músculos, dores intensas, e possíveis lesões esportivas.
Mas, quando isso acontece, o que se deve fazer?
Quando se diagnostica que o atleta, seja ele amador ou de elite, apresenta sintomas de burnout, o que se verifica é que há uma “saturação emocional do atleta devido à sobrecarga física e mental, que é considerado um estado avançado da síndrome de overtraining”(Samulski, 2009).
Com toda esta sintomatologia, o praticante de corrida acaba tendo um efeito contrário em seu rendimento esportivo, uma vez que seu nível de desempenho na atividade tenderá a reduzir, podendo além disso sofrer lesões esportivas importantes.
Quando se está acometido por algum tipo de lesão física proveniente do excesso ou do próprio desgaste físico dos treinamentos e competições, o atleta deverá parar com suas atividades até que se recupere e se restabeleça. E o que se deve fazer, primeiramente, é consultar um médico do esporte para que, juntos (médico e atleta), encontrem a melhor maneira de se fazer uma reabilitação adequada ao caso.
É válido ressaltar que uma lesão física não surge isoladamente, ou seja, uma lesão física também costuma vir acompanhada de uma lesão emocional, uma vez que o atleta estará obrigado a parar todo seu treino e sua rotina esportiva em prol de sua pronta e eficaz recuperação.
Com isso, as principais reações psicológicas são sentimento de raiva, impotência, tristeza, medo,fadiga, incredulidade, negação, baixo auto-estima e, em alguns casos, depressão. Assim, é salutar que o atleta procure um psicólogo do esporte, uma vez que somente este profissional é capacitado para manejar os aspectos físicos e psicológicos de uma lesão.
Uma técnica comumente utilizada para atletas de alto rendimento é o “treinamento mental ou visualização”, associado ao processo terapêutico tradicional. Esta técnica permite que, ao se visualizar o processo de cura com sucesso, se reduza as expressões fisiológicas e verbais de medo e de dor por meio do envio de sangue à área lesionada e, por conseguinte, o processo de cura seja mais rápido.
Por Daniela Lago Chaves Koerbel - Revista O2 por Minuto
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segunda-feira, 16 de maio de 2011
Corrida na terceira idade
Veja como a atividade física pode ser benéfica e adequada para quem já passou dos 60 anos
Com o aumento dos participantes da melhor idade (terceira idade) em provas de 5Km, 10Km e maratonas, além de outras atividades esportivas, é importante algumas considerações sobre a fisiologia dessas pessoas, que certamente estão cada vez mais saudáveis por estarem praticando esportes.
A população idosa vem aumentando consideravelmente e a atividade física regular associada ao envelhecimento surge como um importante meio de prevenção de lesões, e promoção de saúde para esta população.
À medida que os anos passam, tendemos a ir alterando nossos hábitos de vida e rotinas diárias por atividades e formas de ocupação pouco ativas. Os efeitos dessa redução da atividade são muito sérios. Entretanto, com a atividade física regular, pode-se amenizar a velocidade com que as modificações naturais surgem.
Está comprovado que quanto mais ativa é uma pessoa, menos limitações físicas ela tem. Dentre os inúmeros benefícios que a prática de exercícios físicos promove, um dos principais é a proteção da capacidade para a realização das atividades do cotidiano ou atividades da vida diária, além de:
• Prevenir o desenvolvimento de diabetes.
• Redução dos níveis de triglicérides.
• Redução do percentual de gordura corporal.
• Redução das alterações cardiovasculares e pulmonares.
• Redução dos riscos de trombose.
• Aumento na capacidade física, elasticidade e equilíbrio, coordenação motora e conscientização corporal diminuindo o risco de quedas.
• Auxilio na prevenção e no tratamento da osteoporose.
• Diminuição de dores articulares
• Melhora na imunidade, que pode diminuir a incidência de infecções.
• Efeitos benéficos sobre a pressão arterial sistêmica.
• Redução do risco de doença coronariana e morte.
• Atividade física facilita a interrupção do tabagismo
• Prevenir o ganho de peso.
• Prevenção ou retardo do declínio cognitivo.
• Maior independência para realização de atividades diárias;
• Melhora da auto-estima e da autoconfiança;
• Reduz problemas psicológicos, como ansiedade e depressão
• Significativa melhora da qualidade de vida.
O tipo de exercício físico mais recomendado para pessoas acima de 60 anos no passado era o aeróbio, pelos seus efeitos no sistema cardiovascular e benefícios psicológicos. Este tipo exercício, juntamente ao alongamento, ainda se mantém entre os mais indicados e procurados nesta faixa etária enquanto exercícios de força entram em declínio. Entretanto, é necessário destacar a importância dos exercícios de força para a manutenção da força muscular, do equilíbrio, agilidade e capacidade funcional.
A prática regular da atividade física apresenta inúmeros benefícios, porém, alguns riscos devem ser considerados, sendo a avaliação clínica, levando em consideração as alterações próprias da idade, fundamental para que os benefícios sejam maximizados e os possíveis riscos minimizados.
Qualquer indivíduo que apresente qualquer alteração de pressão arterial ou função cardiorrespiratória necessariamente precisa se submeter a um exame médico geral antes de iniciar qualquer programa de atividade física. Recomenda-se também uma avaliação cinética-funcional completa dando-se maior destaque para a força muscular, equilíbrio, postura, condições articulares, avaliação da capacidade aeróbica, além de aspectos nutricionais e nível de hidratação.
Um programa de exercícios deve constar de aquecimento, alongamento, atividades aeróbicas e período de recuperação. O primeiro e o último períodos devem ter duração média de 20 minutos já que a pressão arterial e o nível de respiração retornam à níveis estáveis lentamente. Lembrando que a atividade deve se iniciar com esforço mínimo e progredi de forma lenta. Usar o material esportivo adequado a atividade escolhida também é muito importante. Calçados e roupas inadequados podem prejudicar a performance. Não esqueça de se hidratar e usar protetor solar.
A escolha da atividade é feita individualmente, levando-se em conta a preferência pessoal, pois não adianta fazer uma atividade que não se sinta bem praticando; a aptidão necessária, já que algumas atividades dependem de habilidades específicas e o risco associado à atividade, visto que alguns exercícios podem associar-se a alguns tipos de lesão, em determinados indivíduos que já são predispostos.
É importante que você que tem mais de 60 anos se conscientize de que a atividade física é muito importante para seu cotidiano, pois colabora com sua saúde, agindo sobre o envelhecimento, e evitando muitas vezes a sua limitação funcional.
O envelhecimento para muitos é visto como o fim da vida, em que a pessoa idosa não tem mais condições de realizar com firmeza as tarefas que sempre executou, mas, pelo contrário, os idosos ainda têm muita vontade de viver, só lhes falta a oportunidade para isso, e através da atividade física essas pessoas podem mostrar ainda que são capazes de muito mais.
Por Revista O2 Por Minuto
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Com o aumento dos participantes da melhor idade (terceira idade) em provas de 5Km, 10Km e maratonas, além de outras atividades esportivas, é importante algumas considerações sobre a fisiologia dessas pessoas, que certamente estão cada vez mais saudáveis por estarem praticando esportes.
A população idosa vem aumentando consideravelmente e a atividade física regular associada ao envelhecimento surge como um importante meio de prevenção de lesões, e promoção de saúde para esta população.
À medida que os anos passam, tendemos a ir alterando nossos hábitos de vida e rotinas diárias por atividades e formas de ocupação pouco ativas. Os efeitos dessa redução da atividade são muito sérios. Entretanto, com a atividade física regular, pode-se amenizar a velocidade com que as modificações naturais surgem.
Está comprovado que quanto mais ativa é uma pessoa, menos limitações físicas ela tem. Dentre os inúmeros benefícios que a prática de exercícios físicos promove, um dos principais é a proteção da capacidade para a realização das atividades do cotidiano ou atividades da vida diária, além de:
• Prevenir o desenvolvimento de diabetes.
• Redução dos níveis de triglicérides.
• Redução do percentual de gordura corporal.
• Redução das alterações cardiovasculares e pulmonares.
• Redução dos riscos de trombose.
• Aumento na capacidade física, elasticidade e equilíbrio, coordenação motora e conscientização corporal diminuindo o risco de quedas.
• Auxilio na prevenção e no tratamento da osteoporose.
• Diminuição de dores articulares
• Melhora na imunidade, que pode diminuir a incidência de infecções.
• Efeitos benéficos sobre a pressão arterial sistêmica.
• Redução do risco de doença coronariana e morte.
• Atividade física facilita a interrupção do tabagismo
• Prevenir o ganho de peso.
• Prevenção ou retardo do declínio cognitivo.
• Maior independência para realização de atividades diárias;
• Melhora da auto-estima e da autoconfiança;
• Reduz problemas psicológicos, como ansiedade e depressão
• Significativa melhora da qualidade de vida.
O tipo de exercício físico mais recomendado para pessoas acima de 60 anos no passado era o aeróbio, pelos seus efeitos no sistema cardiovascular e benefícios psicológicos. Este tipo exercício, juntamente ao alongamento, ainda se mantém entre os mais indicados e procurados nesta faixa etária enquanto exercícios de força entram em declínio. Entretanto, é necessário destacar a importância dos exercícios de força para a manutenção da força muscular, do equilíbrio, agilidade e capacidade funcional.
A prática regular da atividade física apresenta inúmeros benefícios, porém, alguns riscos devem ser considerados, sendo a avaliação clínica, levando em consideração as alterações próprias da idade, fundamental para que os benefícios sejam maximizados e os possíveis riscos minimizados.
Qualquer indivíduo que apresente qualquer alteração de pressão arterial ou função cardiorrespiratória necessariamente precisa se submeter a um exame médico geral antes de iniciar qualquer programa de atividade física. Recomenda-se também uma avaliação cinética-funcional completa dando-se maior destaque para a força muscular, equilíbrio, postura, condições articulares, avaliação da capacidade aeróbica, além de aspectos nutricionais e nível de hidratação.
Um programa de exercícios deve constar de aquecimento, alongamento, atividades aeróbicas e período de recuperação. O primeiro e o último períodos devem ter duração média de 20 minutos já que a pressão arterial e o nível de respiração retornam à níveis estáveis lentamente. Lembrando que a atividade deve se iniciar com esforço mínimo e progredi de forma lenta. Usar o material esportivo adequado a atividade escolhida também é muito importante. Calçados e roupas inadequados podem prejudicar a performance. Não esqueça de se hidratar e usar protetor solar.
A escolha da atividade é feita individualmente, levando-se em conta a preferência pessoal, pois não adianta fazer uma atividade que não se sinta bem praticando; a aptidão necessária, já que algumas atividades dependem de habilidades específicas e o risco associado à atividade, visto que alguns exercícios podem associar-se a alguns tipos de lesão, em determinados indivíduos que já são predispostos.
É importante que você que tem mais de 60 anos se conscientize de que a atividade física é muito importante para seu cotidiano, pois colabora com sua saúde, agindo sobre o envelhecimento, e evitando muitas vezes a sua limitação funcional.
O envelhecimento para muitos é visto como o fim da vida, em que a pessoa idosa não tem mais condições de realizar com firmeza as tarefas que sempre executou, mas, pelo contrário, os idosos ainda têm muita vontade de viver, só lhes falta a oportunidade para isso, e através da atividade física essas pessoas podem mostrar ainda que são capazes de muito mais.
Por Revista O2 Por Minuto
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segunda-feira, 2 de maio de 2011
Para que servem as “palmilhas” nos atletas?
Um novo conceito de prescrição e confecção de palmilhas utiliza os princípios da Podoposturologia e da neurofisiologia da postura humana. As Palmilhas Posturais são confeccionadas a fim de realizar uma reprogramação postural por meio de elementos ou barras de EVA que serão dispostas em lugares estratégicos para reduzir o pico de pressão e distribuir a força de reação ao solo por toda a região plantar.
Tenho visto diariamente em minha prática, o uso e a indicação indiscriminada de palmilhas, sendo que muitas vezes, a correção do gesto esportivo, fortalecimento muscular e alongamentos musculares ajudam demais ao invés de se prescrever a palmilha.
Outro fator é a indicação correta do tênis para prática esportiva. Hoje temos tecnologias para quaisquer tipos de pisada e peso do atleta, por exemplo. Sendo assim, creio que a utilização da palmilha não seja necessária nestes casos.
Quando indicar? Em casos de patologias já instaladas e que o tratamento conservador não tenha tido efeito, como por exemplo fasciites plantares (dor na planta do pé), esporão de calcâneo, fraturas por stress em tíbia e metatarsos. Vejo nestes casos uma melhora quando feita em conjunto com a fisioterapia.
David Homsi - Consultor Webrun da seção Fisioterapia. Ministra cursos e palestras em diversas universidades e congressos no Brasil. Fisioterapeuta com experiência internacional e especialista em fisioterapia esportiva pela Sonafe (Sociedade Nacional de Fisioterapia Esportiva) e FMU, além de ser mestrando em Ciências da Reabilitação. Professor da pós-graduação da FAGAMMON em reabilitação músculo esquelética esportiva. Hoje está na equipe de medicina esportiva Dr. Osmar de Oliveira. Site: www.davidhomsi.com.br
Tenho visto diariamente em minha prática, o uso e a indicação indiscriminada de palmilhas, sendo que muitas vezes, a correção do gesto esportivo, fortalecimento muscular e alongamentos musculares ajudam demais ao invés de se prescrever a palmilha.
Outro fator é a indicação correta do tênis para prática esportiva. Hoje temos tecnologias para quaisquer tipos de pisada e peso do atleta, por exemplo. Sendo assim, creio que a utilização da palmilha não seja necessária nestes casos.
Quando indicar? Em casos de patologias já instaladas e que o tratamento conservador não tenha tido efeito, como por exemplo fasciites plantares (dor na planta do pé), esporão de calcâneo, fraturas por stress em tíbia e metatarsos. Vejo nestes casos uma melhora quando feita em conjunto com a fisioterapia.
David Homsi - Consultor Webrun da seção Fisioterapia. Ministra cursos e palestras em diversas universidades e congressos no Brasil. Fisioterapeuta com experiência internacional e especialista em fisioterapia esportiva pela Sonafe (Sociedade Nacional de Fisioterapia Esportiva) e FMU, além de ser mestrando em Ciências da Reabilitação. Professor da pós-graduação da FAGAMMON em reabilitação músculo esquelética esportiva. Hoje está na equipe de medicina esportiva Dr. Osmar de Oliveira. Site: www.davidhomsi.com.br
terça-feira, 19 de abril de 2011
Relato do Carlos Luz (Caca) da prova Cape Epic
Caros Colegas,
Tenho de reconhecer que depois de 20 anos de MTB, correr o Cape Epic foi uma grande surpresa, já tinha ouvido falar muito desta prova, mas depois de participar meu conceito mudou muito, pois esta foi a melhor prova que já corri, tudo é nota dez. A organização se empenha de tal forma que você só precisar trazer sua Bike e o corpo em forma, o resto eles providenciam. Largadas com horário rigoroso, sendo que seu tempo só começa a marcar após a passagem pelo tapete de Chip, desta forma mesmo esperando os 1.200 atletas que largam na sua frente você não é prejudicado, depois nos dias que não existia espaço para todos largarem juntos eles organizam as largadas por sua classificação no tempo Geral.
Todo dia tinha de 3 a 5 pontos de apoio, pois a cada 35 Km existe um ponto de apoio com mecânico, medico, repositor energético e tudo organizado e rápido. Todos se empenham ao Maximo para atender os atletas com a máxima rapidez. Na chegada, sempre uma torcida aplaudindo e o locutor homenageando com se todos fossem os primeiros a chegarem, sem contar o comitê de chegada com uma sacolinha com um lanche que mais parecia um almoço.
Todos os dias nossas pernas eram colocadas a prova, pois cada dia tem uma surpresa especial, ou uma súbita técnica ou muita mas muita pedras ou decidas técnicas e muita areia, mas muita mesmo. Os locais são muito bonitos com um visual de refrescar qualquer um somente com um rápido olhar. Tudo é feito para levar os atletas ao seu Maximo, sendo que são três dias duros e depois um prólogo que serve para repor as energias, mas não pensem que é um dia livre pois são 32 Km onde poucos atletas conseguiram zerar o circuito. No dia seguinte ao prólogo vem a prova de fogo 143Km de MTB , para muitos este deve ter sido o Record de pedal de MTB para um dia, sendo que na altura do Km 100 existe uma subida de 1.000 metros de ganho de altitude e, para checar se os atletas estão em forma mesmo, o Dr. Evil prepara uma etapa Rainha ou seja 128 KM com 2.700 metros de ganho de altitude, sendo que os últimos 20 KM são de puro Single Trek dentro de matas de eucaliptos. Depois de todos estes testes os atletas podem relaxar, pois no ultimo dia são só 59 KM com um ganho de 1.700 metros e uma vista de hipnotizar qualquer um.
Amigos recomendo a todos um dia passar por este vestibular, pois depois de 8 dias de Cape Epic você vai se sentir um verdadeiro MTBiker, pois não é uma prova que qualquer mortal consiga terminar, pois no caminho existem muitas armadilhas, tais como câimbras, dores musculares, assaduras, ralados e machucados diversos sem contar que se a Bike não for de primeira linha, com certeza não ira conseguir acabar esta dura prova.
Aproveito a oportunidade para agradecer ao Ricardo Arap por ter me convencido a participar, ao pessoal da Ciclo Ravena por ter aprontado minha bike em tempo Record e ao Saudoso Japinha que construiu um quadro fantástico que nada mais é que a Bike ideal para fazer um Cape Epic.
Abraços Carlos Luz - Caca
Tenho de reconhecer que depois de 20 anos de MTB, correr o Cape Epic foi uma grande surpresa, já tinha ouvido falar muito desta prova, mas depois de participar meu conceito mudou muito, pois esta foi a melhor prova que já corri, tudo é nota dez. A organização se empenha de tal forma que você só precisar trazer sua Bike e o corpo em forma, o resto eles providenciam. Largadas com horário rigoroso, sendo que seu tempo só começa a marcar após a passagem pelo tapete de Chip, desta forma mesmo esperando os 1.200 atletas que largam na sua frente você não é prejudicado, depois nos dias que não existia espaço para todos largarem juntos eles organizam as largadas por sua classificação no tempo Geral.
Todo dia tinha de 3 a 5 pontos de apoio, pois a cada 35 Km existe um ponto de apoio com mecânico, medico, repositor energético e tudo organizado e rápido. Todos se empenham ao Maximo para atender os atletas com a máxima rapidez. Na chegada, sempre uma torcida aplaudindo e o locutor homenageando com se todos fossem os primeiros a chegarem, sem contar o comitê de chegada com uma sacolinha com um lanche que mais parecia um almoço.
Todos os dias nossas pernas eram colocadas a prova, pois cada dia tem uma surpresa especial, ou uma súbita técnica ou muita mas muita pedras ou decidas técnicas e muita areia, mas muita mesmo. Os locais são muito bonitos com um visual de refrescar qualquer um somente com um rápido olhar. Tudo é feito para levar os atletas ao seu Maximo, sendo que são três dias duros e depois um prólogo que serve para repor as energias, mas não pensem que é um dia livre pois são 32 Km onde poucos atletas conseguiram zerar o circuito. No dia seguinte ao prólogo vem a prova de fogo 143Km de MTB , para muitos este deve ter sido o Record de pedal de MTB para um dia, sendo que na altura do Km 100 existe uma subida de 1.000 metros de ganho de altitude e, para checar se os atletas estão em forma mesmo, o Dr. Evil prepara uma etapa Rainha ou seja 128 KM com 2.700 metros de ganho de altitude, sendo que os últimos 20 KM são de puro Single Trek dentro de matas de eucaliptos. Depois de todos estes testes os atletas podem relaxar, pois no ultimo dia são só 59 KM com um ganho de 1.700 metros e uma vista de hipnotizar qualquer um.
Amigos recomendo a todos um dia passar por este vestibular, pois depois de 8 dias de Cape Epic você vai se sentir um verdadeiro MTBiker, pois não é uma prova que qualquer mortal consiga terminar, pois no caminho existem muitas armadilhas, tais como câimbras, dores musculares, assaduras, ralados e machucados diversos sem contar que se a Bike não for de primeira linha, com certeza não ira conseguir acabar esta dura prova.
Aproveito a oportunidade para agradecer ao Ricardo Arap por ter me convencido a participar, ao pessoal da Ciclo Ravena por ter aprontado minha bike em tempo Record e ao Saudoso Japinha que construiu um quadro fantástico que nada mais é que a Bike ideal para fazer um Cape Epic.
Abraços Carlos Luz - Caca
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Proteção aos olhos na atividade física
A prática da corrida propicia melhor qualidade de vida sob todos os aspectos, porém devemos sempre nos prevenir para muitos detalhes em relação à alimentação, vestuário etc.
Vale também lembrarmos de uma importante região que não deve ser esquecida: os olhos.
Assim como outros tantos esportes, a corrida também é realizada muitas vezes sem a devida proteção aos olhos. Dependendo da lesão, poderá ocorrer perda parcial e até total da visão.
Apesar de haver uma incidência muito baixa de casos, o contato com outros atletas em provas ou treinos acontece. Cotoveladas, objetos arremessados (copo de água) e outros motivos podem levar a esses tipos de lesões. Cabem alguns cuidados como por exemplo ficar a uma distância segura do competidor que estivar a sua frente e ao lado, pois há relatos de pessoas que pelo simples fato de se virar um pouco para observar algo, projetaram sua mão para o lado e atingiram algum competidor.
Também sabe-se que um copo de água (vazio ou cheio) poderá proporcionar lesões oculares graves.
Além desses fatores, excesso de suor, a poeira, insetos, areia, protetor solar e até ventos fortes e muita luz solar são agentes externos que poderão acarretar irritação e em alguns casos, a conjuntivite.
O uso de óculos protetores evitam muitos desses problemas, porém devemos saber que existem alguns critérios para a escolha do modelo de óculos, a saber:
1 - O modelo ideal de óculos de sol é o que tenha proteção 100% contra os raios ultravioletas. Devemos levar também em consideração a resistência das lentes, o uso de materiais leves e a boa fixação no rosto, evitando que eles escorreguem durante a atividade física.
2 - São recomendados aqueles que cobrem, além dos olhos, as pálpebras e que barram a luz lateral.
3 - E para quem usa óculos de grau, a indicação é optar por armações que acomodam lentes escuras sobrepostas às de grau.
4 - No caso de muita luz solar, cuidado com lentes plásticas, pois elas não possuem o mecanismo que bloqueia a radiação solar.
Por Fernando Pessoa - professor da Race
Vale também lembrarmos de uma importante região que não deve ser esquecida: os olhos.
Assim como outros tantos esportes, a corrida também é realizada muitas vezes sem a devida proteção aos olhos. Dependendo da lesão, poderá ocorrer perda parcial e até total da visão.
Apesar de haver uma incidência muito baixa de casos, o contato com outros atletas em provas ou treinos acontece. Cotoveladas, objetos arremessados (copo de água) e outros motivos podem levar a esses tipos de lesões. Cabem alguns cuidados como por exemplo ficar a uma distância segura do competidor que estivar a sua frente e ao lado, pois há relatos de pessoas que pelo simples fato de se virar um pouco para observar algo, projetaram sua mão para o lado e atingiram algum competidor.
Também sabe-se que um copo de água (vazio ou cheio) poderá proporcionar lesões oculares graves.
Além desses fatores, excesso de suor, a poeira, insetos, areia, protetor solar e até ventos fortes e muita luz solar são agentes externos que poderão acarretar irritação e em alguns casos, a conjuntivite.
O uso de óculos protetores evitam muitos desses problemas, porém devemos saber que existem alguns critérios para a escolha do modelo de óculos, a saber:
1 - O modelo ideal de óculos de sol é o que tenha proteção 100% contra os raios ultravioletas. Devemos levar também em consideração a resistência das lentes, o uso de materiais leves e a boa fixação no rosto, evitando que eles escorreguem durante a atividade física.
2 - São recomendados aqueles que cobrem, além dos olhos, as pálpebras e que barram a luz lateral.
3 - E para quem usa óculos de grau, a indicação é optar por armações que acomodam lentes escuras sobrepostas às de grau.
4 - No caso de muita luz solar, cuidado com lentes plásticas, pois elas não possuem o mecanismo que bloqueia a radiação solar.
Por Fernando Pessoa - professor da Race
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Sedentarismo e corrida
A globalização dos dias atuais, as intermináveis informações provenientes da internet e as mais variadas formas de comunicação entre as pessoas convergiram para uma nova realidade no campo da saúde e qualidade de vida: a atividade física.
A dúvida, ou ainda, o desafio para muitos ainda persiste: conseguirei iniciar uma atividade física rotineira e obter o tão sonhado condicionamento físico para atingir metas nunca imaginadas?
A resposta é sim!
O sedentarismo está se tornando obsoleto, fora do comum. Parques, academias e até as ruas são recheadas agora pelo indivíduo comum que está cada vez mais aberto à pratica esportiva. E resultados surpreendentes aparecem.
O maior desafio, sem dúvida, para muitos, é a iniciativa de começar a se mexer. Sabemos que 3 vezes por semana de atividade física de intensidade moderada por 40 minutos já reflete algum benefício nos sistemas cardiovasculares, ósseo, imunológico dentre outros. Porém, já se sabe que estudos concluíram que essa rotina semanal teria efeitos mais significativos com até 5 vezes semanais!!
Várias dicas podem servir para um começo de atividade física diríamos, menos “sofrível”, à saber:
1 - Reserve um tempo para você, para cuidar de sua saúde. Para quem realmente quer um resultado, tempo não é problema!;
2 - Escolha a atividade física que mais lhe agrada, faça algo que goste;
3 - Faça todos os exames médicos pertinentes e saiba quais são seus limites;
4 - Procure um profissional de Educação Física gabaritado pelo CREF;
A caminhada/corrida são realidades que caíram no gosto do brasileiro e por que não dizer de todo o mundo. O número de praticantes cresceu assustadoramente e hoje em dia são milhares de praticantes.
A corrida é um esporte democrático, não exige classe social e não dependemos daquela turma de pessoas ou amigos para sua prática. Claro que correr com amigos é muito gratificante, porém você pode simplesmente pegar sua camiseta, shorts, meia e tênis e sair treinando independentemente de qualquer circunstância.
Deve-se seguir uma lógica de treinamento em relação às intensidades, sempre com cuidado, pois o sistema cardiorrespiratório tem uma incrível capacidade de se adaptar ao esforço e normalmente responde rápido e com eficiência ao estímulo realizado. Mas os componentes articulares, tendões e ligamentos precisam ser “protegidos” e também merecem atenção especial.
Inicialmente com caminhadas de 40 min podendo chegar até 50. Quando sentir uma melhor condição, poderá intercalar caminhada com um trote, ainda sem muita intensidade.
O passo seguinte será um aumento gradativo de intervalos de trote ou corrida, até chegarmos ao nível de correr continuamente.
Após essa fase, o organismo já “pede” mais! Você já tem condições de aumentar a freqüência semanal, passando de 3 vezes para 4 e um ligeiro aumento nas distâncias percorridas. Somente então, poderemos pensar em aumentar na intensidade, o que já requer uma boa adaptação de todo o organismo.
Quando trabalhamos com a intensidade, aumentam os riscos de lesões musculares ou de outro componente envolvido, deve-se tomar muito cuidado e observar as respostas que o corpo nos indica.
Assim, com as devidas qualidades físicas trabalhadas e sempre com acompanhamento do professor de Educação Física e de seu médico, você poderá aumentar sua quilometragem semanal até atingir distâncias similares por exemplo, como a São Silvestre.
Por Fernando Pessoa - professor da RACE
A dúvida, ou ainda, o desafio para muitos ainda persiste: conseguirei iniciar uma atividade física rotineira e obter o tão sonhado condicionamento físico para atingir metas nunca imaginadas?
A resposta é sim!
O sedentarismo está se tornando obsoleto, fora do comum. Parques, academias e até as ruas são recheadas agora pelo indivíduo comum que está cada vez mais aberto à pratica esportiva. E resultados surpreendentes aparecem.
O maior desafio, sem dúvida, para muitos, é a iniciativa de começar a se mexer. Sabemos que 3 vezes por semana de atividade física de intensidade moderada por 40 minutos já reflete algum benefício nos sistemas cardiovasculares, ósseo, imunológico dentre outros. Porém, já se sabe que estudos concluíram que essa rotina semanal teria efeitos mais significativos com até 5 vezes semanais!!
Várias dicas podem servir para um começo de atividade física diríamos, menos “sofrível”, à saber:
1 - Reserve um tempo para você, para cuidar de sua saúde. Para quem realmente quer um resultado, tempo não é problema!;
2 - Escolha a atividade física que mais lhe agrada, faça algo que goste;
3 - Faça todos os exames médicos pertinentes e saiba quais são seus limites;
4 - Procure um profissional de Educação Física gabaritado pelo CREF;
A caminhada/corrida são realidades que caíram no gosto do brasileiro e por que não dizer de todo o mundo. O número de praticantes cresceu assustadoramente e hoje em dia são milhares de praticantes.
A corrida é um esporte democrático, não exige classe social e não dependemos daquela turma de pessoas ou amigos para sua prática. Claro que correr com amigos é muito gratificante, porém você pode simplesmente pegar sua camiseta, shorts, meia e tênis e sair treinando independentemente de qualquer circunstância.
Deve-se seguir uma lógica de treinamento em relação às intensidades, sempre com cuidado, pois o sistema cardiorrespiratório tem uma incrível capacidade de se adaptar ao esforço e normalmente responde rápido e com eficiência ao estímulo realizado. Mas os componentes articulares, tendões e ligamentos precisam ser “protegidos” e também merecem atenção especial.
Inicialmente com caminhadas de 40 min podendo chegar até 50. Quando sentir uma melhor condição, poderá intercalar caminhada com um trote, ainda sem muita intensidade.
O passo seguinte será um aumento gradativo de intervalos de trote ou corrida, até chegarmos ao nível de correr continuamente.
Após essa fase, o organismo já “pede” mais! Você já tem condições de aumentar a freqüência semanal, passando de 3 vezes para 4 e um ligeiro aumento nas distâncias percorridas. Somente então, poderemos pensar em aumentar na intensidade, o que já requer uma boa adaptação de todo o organismo.
Quando trabalhamos com a intensidade, aumentam os riscos de lesões musculares ou de outro componente envolvido, deve-se tomar muito cuidado e observar as respostas que o corpo nos indica.
Assim, com as devidas qualidades físicas trabalhadas e sempre com acompanhamento do professor de Educação Física e de seu médico, você poderá aumentar sua quilometragem semanal até atingir distâncias similares por exemplo, como a São Silvestre.
Por Fernando Pessoa - professor da RACE
terça-feira, 29 de março de 2011
Respirar é preciso
“Movimento involuntário mexe tanto com a movimentação da corrida quanto do respirar”.
Inspirar e expirar. Automático, o movimento da respiração quase não é notado. Apenas fazemos. Mas controlar esse ato involuntário pode ser um problema durante a corrida, principalmente para os iniciantes. Na verdade, o mais importante é que durante a corrida o atleta deixe a respiração o mais natural possível, não tentando ritmá-la com as passadas, que é um grande erro. José Kawazoe Lazzoli, médico especializado em medicina do esporte, acredita que uma das grandes causas do baixo rendimento dos atletas em provas ou treinos é quando se respira pela boca. “A inspiração pela boca acaba ressecando as vias aéreas. Além disso, o nariz possui uma espécie de ‘filtro’ para impurezas maiores do ar inspirado. Com isso a respiração fica mais difícil”, alerta.
BOCA ABERTA OU FECHADA
A verdade: não existe regra ou base científica que diga como deve ser a respiração, de boca aberta ou fechada. Quando recebemos uma orientação que corrige a nossa respiração, podemos estar atrapalhando o sistema regulador. Este tem um centro de controle no cérebro que recebe informações detectadas por receptores sensíveis às variáveis que a respiração controla.
DOR DO LADO
Também conhecida como “dor no flanco”, ela aparece no hipocôndrio – parte baixa do abdome –, na região do fígado, logo abaixo das últimas costelas do lado direito (e, raramente, no esquerdo). Surge sempre como uma dor intensa e aguda no decorrer de exercícios, principalmente durante a corrida e natação. “Essa dor se deve a uma momentânea falta de oxigênio no diafragma (importante músculo que é essencial para a respiração) ou a uma distensão nos ligamentos suspensores do fígado”, explica Flávio Freire, diretor técnico da Flávio Freire Assessoria Esportiva. Quando o corredor sente a dor, sua primeira reação é parar, mas não é necessário suspender o treino. Basta diminuir a intensidade da corrida que a dor desaparece e pouco tempo, permitindo que se retorne ao ritmo anterior.
Por Revista O2 – março de 2011
Inspirar e expirar. Automático, o movimento da respiração quase não é notado. Apenas fazemos. Mas controlar esse ato involuntário pode ser um problema durante a corrida, principalmente para os iniciantes. Na verdade, o mais importante é que durante a corrida o atleta deixe a respiração o mais natural possível, não tentando ritmá-la com as passadas, que é um grande erro. José Kawazoe Lazzoli, médico especializado em medicina do esporte, acredita que uma das grandes causas do baixo rendimento dos atletas em provas ou treinos é quando se respira pela boca. “A inspiração pela boca acaba ressecando as vias aéreas. Além disso, o nariz possui uma espécie de ‘filtro’ para impurezas maiores do ar inspirado. Com isso a respiração fica mais difícil”, alerta.
BOCA ABERTA OU FECHADA
A verdade: não existe regra ou base científica que diga como deve ser a respiração, de boca aberta ou fechada. Quando recebemos uma orientação que corrige a nossa respiração, podemos estar atrapalhando o sistema regulador. Este tem um centro de controle no cérebro que recebe informações detectadas por receptores sensíveis às variáveis que a respiração controla.
DOR DO LADO
Também conhecida como “dor no flanco”, ela aparece no hipocôndrio – parte baixa do abdome –, na região do fígado, logo abaixo das últimas costelas do lado direito (e, raramente, no esquerdo). Surge sempre como uma dor intensa e aguda no decorrer de exercícios, principalmente durante a corrida e natação. “Essa dor se deve a uma momentânea falta de oxigênio no diafragma (importante músculo que é essencial para a respiração) ou a uma distensão nos ligamentos suspensores do fígado”, explica Flávio Freire, diretor técnico da Flávio Freire Assessoria Esportiva. Quando o corredor sente a dor, sua primeira reação é parar, mas não é necessário suspender o treino. Basta diminuir a intensidade da corrida que a dor desaparece e pouco tempo, permitindo que se retorne ao ritmo anterior.
Por Revista O2 – março de 2011
sexta-feira, 25 de março de 2011
Entrevista com Fernando Pessoa: DORES DE TREINO
Quais são as causas dessas dores de inicio de treinamento?
Em relação ao iniciante, podemos entender que essas dores são decorrentes de “micro” rupturas nas fibras musculares envolvidas no esforço. A adaptação da musculatura ao esforço faz com que essas dores desapareçam com a sequência dos treinos.
Geralmente, os iniciantes quando sentem essas dores, costumam interromper os treinamentos. Isso é certo ou errado?
Errado, pois devemos dar continuidade ao trabalho, porém de uma forma menos intensa, e assim adquirir o condicionamento e adaptação geral ao exercício.
Como evitar essas dores pós-treino?
Conhecendo os limites do praticante (através de testes físicos e avaliação médica), podemos identificar o que poderá ser um treino de baixa, média ou alta intensidade. No caso do iniciante, o primeiro ciclo de treinos será na baixa intensidade sempre.
Quais são os cuidados que um iniciante precisa ter para evitar essas dores?
O praticante de qualquer atividade física sempre deve passar inicialmente por consulta médica, realizar exames clínicos e avaliação física.
O passo seguinte será o de consultar um profissional de Educação Física para organizar e quantificar o seu programa de treinamento. Deve-se respeitar a individualidade de cada um e começar de forma leve e gradativa para se obter os melhores resultados.
Fique a vontade para fazer alguma consideração sobre o tema. Algo que gostaria de citar e não foi perguntado.
A corrida de rua atingiu patamares nunca antes imaginados no que se diz respeito ao número de praticantes, divulgação, quantidade de provas e tudo mais que envolve o mundo das corridas de rua. Portanto, novos grupos de amigos, assessorias especializadas, viagens para locais distantes em busca de provas e, principalmente, atingir metas pessoais, são os efeitos que essa modalidade proporciona aos praticantes. Em outras palavras, uma febre!
Hoje em dia, deparamos com situações que fogem ao controle do professor pois muitas pessoas sentem-se verdadeiros atletas de competição e arriscam-se em treinos ou provas que não condizem com sua realidade físico e/ou emocional. Devemos tomar cuidado e não sermos precipitados pois o corpo tem limites e eles devem ser sempre respeitados. Ouça seu treinador/professor e seja ponderado!
Bons treinos, boas provas!!!!!!
Por Fernando Pessoa - Professor da RACE
Em relação ao iniciante, podemos entender que essas dores são decorrentes de “micro” rupturas nas fibras musculares envolvidas no esforço. A adaptação da musculatura ao esforço faz com que essas dores desapareçam com a sequência dos treinos.
Geralmente, os iniciantes quando sentem essas dores, costumam interromper os treinamentos. Isso é certo ou errado?
Errado, pois devemos dar continuidade ao trabalho, porém de uma forma menos intensa, e assim adquirir o condicionamento e adaptação geral ao exercício.
Como evitar essas dores pós-treino?
Conhecendo os limites do praticante (através de testes físicos e avaliação médica), podemos identificar o que poderá ser um treino de baixa, média ou alta intensidade. No caso do iniciante, o primeiro ciclo de treinos será na baixa intensidade sempre.
Quais são os cuidados que um iniciante precisa ter para evitar essas dores?
O praticante de qualquer atividade física sempre deve passar inicialmente por consulta médica, realizar exames clínicos e avaliação física.
O passo seguinte será o de consultar um profissional de Educação Física para organizar e quantificar o seu programa de treinamento. Deve-se respeitar a individualidade de cada um e começar de forma leve e gradativa para se obter os melhores resultados.
Fique a vontade para fazer alguma consideração sobre o tema. Algo que gostaria de citar e não foi perguntado.
A corrida de rua atingiu patamares nunca antes imaginados no que se diz respeito ao número de praticantes, divulgação, quantidade de provas e tudo mais que envolve o mundo das corridas de rua. Portanto, novos grupos de amigos, assessorias especializadas, viagens para locais distantes em busca de provas e, principalmente, atingir metas pessoais, são os efeitos que essa modalidade proporciona aos praticantes. Em outras palavras, uma febre!
Hoje em dia, deparamos com situações que fogem ao controle do professor pois muitas pessoas sentem-se verdadeiros atletas de competição e arriscam-se em treinos ou provas que não condizem com sua realidade físico e/ou emocional. Devemos tomar cuidado e não sermos precipitados pois o corpo tem limites e eles devem ser sempre respeitados. Ouça seu treinador/professor e seja ponderado!
Bons treinos, boas provas!!!!!!
Por Fernando Pessoa - Professor da RACE
quinta-feira, 24 de março de 2011
Depoimento por Bia Neres: prova de triathlon que mais gostou!
A prova que mais gostei de fazer foi o meu primeiro olímpico: 1.5K natação; 40k bike e 10K corrida.
Esta prova, patrocinada pela Federação Paulista de Triathlon, ocorreu em Brotas em dezembro de 2010. A Federação chamou os 70 melhores atletas (amadores) de todo o Brasil para participar do evento.
Considero como a melhor prova, pois, além de ter sido um desafio (dobrar as distâncias de prova que fazia anteriormente), foi uma superação encarar um pedal com 20 K de subida muito íngreme, fechando com uma corrida de 10K forte. O dia estava muito quente e conquistei a segunda colocação.
A experiência de saber que poderia SIM terminar uma prova mais longa e com maoires desafios me fez criar novas metas e um objetivo muito maior: Olimpíadas 2016!!!!!!
Esta prova, patrocinada pela Federação Paulista de Triathlon, ocorreu em Brotas em dezembro de 2010. A Federação chamou os 70 melhores atletas (amadores) de todo o Brasil para participar do evento.
Considero como a melhor prova, pois, além de ter sido um desafio (dobrar as distâncias de prova que fazia anteriormente), foi uma superação encarar um pedal com 20 K de subida muito íngreme, fechando com uma corrida de 10K forte. O dia estava muito quente e conquistei a segunda colocação.
A experiência de saber que poderia SIM terminar uma prova mais longa e com maoires desafios me fez criar novas metas e um objetivo muito maior: Olimpíadas 2016!!!!!!
quarta-feira, 23 de março de 2011
MUSCULAÇÃO X CORRIDA
Não é mais novidade que a corrida de rua atingiu patamares até então inimagináveis. Muitos são os praticantes e muitos são os objetivos também. Porém, o que pouca gente sabe é que existe uma ferramenta comum à todos e que pode ajudar-nos a atingir nossos objetivos de uma forma a minimizar problemas decorrentes da prática da atividade física: a musculação.
Quando praticamos qualquer atividade física, solicitamos trabalho muscular. Trabalho esse que envolve também articulações, tendões e ligamentos. Esse conjunto de ações precisa se desenvolver de modo que não ocorra prejuízo para nenhum componente. A musculação passa a ter, portanto, papel fundamental ajudando à fortalecer a massa muscular para que ocorra uma melhor qualidade de contração e “proteção” para as articulações, os tendões e os ligamentos evitando que esses recebam uma carga de trabalho maior do que deveria.
Quando aumentamos a massa muscular (também conhecida como a massa magra) melhoramos a capacidade do músculo em armazenar energia e consequentemente melhoramos a captação de oxigênio e assim, melhor performance.
A musculação pode também melhorar a mecânica do movimento, uma vez que com mais oxigênio na musculatura, podemos executar os movimentos específicos da corrida com mais economia. Isso também explica o fato de que não podemos nos prender naquela falsa idéia de que a musculação deixa o corredor mais “lento”.
Outro fator muito importante da musculação: prevenção de lesões. Sabemos que musculatura fortalecida suporta cargas e estímulos mais intensos evitando contraturas musculares, estiramentos, torções em articulações ou sobrecarga nos tendões e ligamentos.
Quanto às sessões de treino, podemos fazer a musculação em qualquer lugar e com vários tipos de equipamentos. Podemos também dispor de todo tipo de tempo para a sessão de 15 minutos até 1 hora, por exemplo.
A carga deverá ser sempre prescrita por um profissional de Educação Física que quantificará o percentual da carga, que normalmente fica entre 50 e 60% da carga máxima (é a maior carga que conseguimos executar em 1 repetição) e também utiliza-se entre 3 e 4 séries de 20 repetições com intervalos de 1 entre cada série.
Por Fernando Pessoa - Professor da RACE
Quando praticamos qualquer atividade física, solicitamos trabalho muscular. Trabalho esse que envolve também articulações, tendões e ligamentos. Esse conjunto de ações precisa se desenvolver de modo que não ocorra prejuízo para nenhum componente. A musculação passa a ter, portanto, papel fundamental ajudando à fortalecer a massa muscular para que ocorra uma melhor qualidade de contração e “proteção” para as articulações, os tendões e os ligamentos evitando que esses recebam uma carga de trabalho maior do que deveria.
Quando aumentamos a massa muscular (também conhecida como a massa magra) melhoramos a capacidade do músculo em armazenar energia e consequentemente melhoramos a captação de oxigênio e assim, melhor performance.
A musculação pode também melhorar a mecânica do movimento, uma vez que com mais oxigênio na musculatura, podemos executar os movimentos específicos da corrida com mais economia. Isso também explica o fato de que não podemos nos prender naquela falsa idéia de que a musculação deixa o corredor mais “lento”.
Outro fator muito importante da musculação: prevenção de lesões. Sabemos que musculatura fortalecida suporta cargas e estímulos mais intensos evitando contraturas musculares, estiramentos, torções em articulações ou sobrecarga nos tendões e ligamentos.
Quanto às sessões de treino, podemos fazer a musculação em qualquer lugar e com vários tipos de equipamentos. Podemos também dispor de todo tipo de tempo para a sessão de 15 minutos até 1 hora, por exemplo.
A carga deverá ser sempre prescrita por um profissional de Educação Física que quantificará o percentual da carga, que normalmente fica entre 50 e 60% da carga máxima (é a maior carga que conseguimos executar em 1 repetição) e também utiliza-se entre 3 e 4 séries de 20 repetições com intervalos de 1 entre cada série.
Por Fernando Pessoa - Professor da RACE
terça-feira, 22 de março de 2011
Entrevista com Bia Neres!!
A mais nova aluna da RACE, a triatleta Bia Neres, que no começo de 2011 participou da prova Internacional de Triathlon em Santos e conquistou a primeira colocação no geral feminino amador, sendo a quinta melhor colocada na categoria profissional, com um tempo de 2 horas e 16 minutos, contou para a RACE algumas curiosidades sobre sua carreira.
A quanto tempo pratica o triathlon?
10 meses.
Qual foi o motivo que te levou a fazer triathlon?
União de três esportes que desafiam o corpo e a mente. Vontade de me superar em cada uma das modalidades.
Como é a sua rotina de treinamento? Quantas vezes por semana, quantas horas por dia? Como você fez a divisão dos esportes que pratica em cada dia?
Treino de segunda a sábado, divididos em segunda (natação e corrida) terça (pedal, musculação e natação) quarta (natação, corrida, os dois tiros) quinta (pedal, musculação e natação) sexta( musculação, corrida e natação) sábados (transição, os três).
Treino em média 4 horas ao dia, divididos em manhã e noite.
Em qual modalidade que você se considera mais forte? E mais fraca?
Modalidade mais forte: corrida; mais fraca: pedal.
Como você vê o triathlon no Brasil?
Fraco comparando mundialmente e com grandes oportunidades no feminino. O masculino é mais competitivo e com um melhor nível mundial.
Quantas provas você participa por mês?
Uma ou duas no máximo.
A quanto tempo pratica o triathlon?
10 meses.
Qual foi o motivo que te levou a fazer triathlon?
União de três esportes que desafiam o corpo e a mente. Vontade de me superar em cada uma das modalidades.
Como é a sua rotina de treinamento? Quantas vezes por semana, quantas horas por dia? Como você fez a divisão dos esportes que pratica em cada dia?
Treino de segunda a sábado, divididos em segunda (natação e corrida) terça (pedal, musculação e natação) quarta (natação, corrida, os dois tiros) quinta (pedal, musculação e natação) sexta( musculação, corrida e natação) sábados (transição, os três).
Treino em média 4 horas ao dia, divididos em manhã e noite.
Em qual modalidade que você se considera mais forte? E mais fraca?
Modalidade mais forte: corrida; mais fraca: pedal.
Como você vê o triathlon no Brasil?
Fraco comparando mundialmente e com grandes oportunidades no feminino. O masculino é mais competitivo e com um melhor nível mundial.
Quantas provas você participa por mês?
Uma ou duas no máximo.
quinta-feira, 17 de março de 2011
CORRIDA X FUMO
Benefícios da corrida:
• Recupera o fôlego e a capacidade física
• Ajuda a manter o peso ideal
• Muito mais saúde e disposição para o cotidiano
• Oxigena pulmões e sangue
• Alivia o estresse e a ansiedade
• Melhora o desemprenho profissional
• Melhora o desempenho sexual
• Desvia atenção do desejo de fumar
• Evita recaídas para voltar a fumar
A partir do instante que parar de fumar:
• Após 20 minutos: a pressão arterial e a pulsação voltam ao normal
• Após 2 horas: a nicotina não circula mais no sangue
• Após 8 horas: o nível de oxigênio no sangue se normaliza
• Após 2 dias: melhora do olfato para os odores e do paladar para o sabor
• Após 3 semanas: a respiração se torna mais fácil e a circulação melhora
• Após 5 a 10 anos: o risco de infarto é igual ao de quem nunca fumou
• Após 20 anos: o risco de câncer de pulmão é igual ao de quem nunca fumou
Dicas para parar de fumar:
• Praticar atividades físicas prazerosas e esportes em vez de fumar
• Alertas pessoas próximas. Jogue fora maços, cinzeiros, isqueiros, fósforos
• Não desistir na primeira tentativa, mas se preparar para os primeiros dias
• Fumantes precisam de ajuda médica, tratamento químico e psicológico
• Cuidado com café, álcool, horários de fissura e companhia de fumantes
• Ter sempre por perto: água gelada, legumes e frutas cruas
• Escovar os dentes imediatamente após as refeições
Fonte: Revista O2 - #95 março/2011
• Recupera o fôlego e a capacidade física
• Ajuda a manter o peso ideal
• Muito mais saúde e disposição para o cotidiano
• Oxigena pulmões e sangue
• Alivia o estresse e a ansiedade
• Melhora o desemprenho profissional
• Melhora o desempenho sexual
• Desvia atenção do desejo de fumar
• Evita recaídas para voltar a fumar
A partir do instante que parar de fumar:
• Após 20 minutos: a pressão arterial e a pulsação voltam ao normal
• Após 2 horas: a nicotina não circula mais no sangue
• Após 8 horas: o nível de oxigênio no sangue se normaliza
• Após 2 dias: melhora do olfato para os odores e do paladar para o sabor
• Após 3 semanas: a respiração se torna mais fácil e a circulação melhora
• Após 5 a 10 anos: o risco de infarto é igual ao de quem nunca fumou
• Após 20 anos: o risco de câncer de pulmão é igual ao de quem nunca fumou
Dicas para parar de fumar:
• Praticar atividades físicas prazerosas e esportes em vez de fumar
• Alertas pessoas próximas. Jogue fora maços, cinzeiros, isqueiros, fósforos
• Não desistir na primeira tentativa, mas se preparar para os primeiros dias
• Fumantes precisam de ajuda médica, tratamento químico e psicológico
• Cuidado com café, álcool, horários de fissura e companhia de fumantes
• Ter sempre por perto: água gelada, legumes e frutas cruas
• Escovar os dentes imediatamente após as refeições
Fonte: Revista O2 - #95 março/2011
sábado, 12 de março de 2011
Carnaval acabou...e agora?
Após o descanso (ou muita folia) no feriadão, você deve estar se olhando no espelho e pensando: comportei-me bem (nutricionalmente falando, claro! rsrs) e continuarei firme com minha dieta e treinos, com muita disposição e energia. PARABÉNS!!! Você já aprendeu quais são as melhores escolhas, sabe o valor disso, sabe fazer suas compensações e percebe quando vale à pena sair um pouco da dieta. Ou você está quase arrancando seus cabelos (para alguns homens, o que restam!) e um pouco desanimado para retomar a rotina alimentar e de treinamento de antes do feriado.
Se você optou pela folia gastronômica, primeiro: muita calma!!! Nem tudo está perdido e nunca é tarde pra Recomeçar. Retome com suas refeições equilibradas, pense em tomar logo cedo um belo suchá gelado destoxificante, à base de frutas como manga, limão, lima da Pérsia, associado com um chá gelado (já preparado com lasca de raiz de gengibre, canela, alguns cravos…) feito a partir de chá verde ou branco, salsaparrilha ou alcachofra com chá de quebra pedra. E não deixe de usar um cubo de gelo de couve, para dar uma otimizada na limpeza do fígado e melhorar o processo digestivo. Rico em vitaminas, sais minerais e compostos que ajudam a desintoxicar e desinchar, só não vale colocar açúcar ou adoçante no suchá!
Farinha de semente de linhaça dourada pode ser adicionada no feijão/lentilha na hora do almoço, sempre combinando com sua porção de arroz integral ou quinua. O prato, que ficará mais rico em fibras e gordura do tipo ômega-3, ajudará a varrer as toxinas acumuladas do período de orgia alimentar. Brócolis, couve flor, repolho (já experimentou repolho roxo com branco levemente refogado com cenoura ralada e uva passa escura?) e outras crucíferas ajudarão na limpeza do fígado também, além de serem boa fonte de fibras e de outros nutrientes importantes para garantir saúde do organismo como um todo.
Se você abusou demais das frituras nas praias ou pra onde quer que tenha ido, PARE tudo imediatamente e volte com seus grelhados, assados, cozidos, e evite os molhos e queijos gordurosos.
A sensação de inchaço pode ser corrigida tomando muita água ao longo do dia, e diminuindo a adição de sal às preparações. E lembre-se: sucos em pó, shoyo, sopas de saquinho, alguns tipos de comida congelada e refrigerantes (mesmo os light/diet/zero) podem carregar uma quantidade muito grande de sódio (mineral do sal que causa retenção de liquido e que, em excesso, leva á hipertensão, celulite, afeeee).
A privação do sono pode despencar seu sistema imune, levar à queda na performance física e mental, e ainda aumentar muito o apetite! Primeiro: corrija isso com boas horas de sono e capriche em temperos como alho, cebola e gengibre para manter sua imunidade, e tome um chá de camomila com passiflora antes de deitar.
Continue com seu fracionamento alimentar, mastigue muito bem os alimentos para garantir boa digestão e absorção de nutrientes e retome com otimismo à rotina alimentar e de exercícios.
E que a animação do feriado possa trazer mais otimismo para continuar firme com a dieta, focando sempre nos objetivos que você tem em mente.
Consulte sempre seu Nutricionista para uma orientação alimentar individualizada. Essas dicas não substituem uma consulta com o profissional que te acompanha, ok?
*Nutricionista paulistana formada em 2001, Priscila Di Ciero é especialista em nutrição esportiva, com cursos de extensão em nutrição funcional, estética e suplementação. É membro do Departamento de Medicina e Nutrição da Sociedade Vegetariana Brasileira. Atualmente, presta consultoria a restaurantes, escolas e empresas, além de atender em consultório e, quando necessário, nas residências dos clientes. Acesse o site: www.prisciladiciero.com.br
Por: O2 por Minuto - http://o2porminuto.uol.com.br/
Se você optou pela folia gastronômica, primeiro: muita calma!!! Nem tudo está perdido e nunca é tarde pra Recomeçar. Retome com suas refeições equilibradas, pense em tomar logo cedo um belo suchá gelado destoxificante, à base de frutas como manga, limão, lima da Pérsia, associado com um chá gelado (já preparado com lasca de raiz de gengibre, canela, alguns cravos…) feito a partir de chá verde ou branco, salsaparrilha ou alcachofra com chá de quebra pedra. E não deixe de usar um cubo de gelo de couve, para dar uma otimizada na limpeza do fígado e melhorar o processo digestivo. Rico em vitaminas, sais minerais e compostos que ajudam a desintoxicar e desinchar, só não vale colocar açúcar ou adoçante no suchá!
Farinha de semente de linhaça dourada pode ser adicionada no feijão/lentilha na hora do almoço, sempre combinando com sua porção de arroz integral ou quinua. O prato, que ficará mais rico em fibras e gordura do tipo ômega-3, ajudará a varrer as toxinas acumuladas do período de orgia alimentar. Brócolis, couve flor, repolho (já experimentou repolho roxo com branco levemente refogado com cenoura ralada e uva passa escura?) e outras crucíferas ajudarão na limpeza do fígado também, além de serem boa fonte de fibras e de outros nutrientes importantes para garantir saúde do organismo como um todo.
Se você abusou demais das frituras nas praias ou pra onde quer que tenha ido, PARE tudo imediatamente e volte com seus grelhados, assados, cozidos, e evite os molhos e queijos gordurosos.
A sensação de inchaço pode ser corrigida tomando muita água ao longo do dia, e diminuindo a adição de sal às preparações. E lembre-se: sucos em pó, shoyo, sopas de saquinho, alguns tipos de comida congelada e refrigerantes (mesmo os light/diet/zero) podem carregar uma quantidade muito grande de sódio (mineral do sal que causa retenção de liquido e que, em excesso, leva á hipertensão, celulite, afeeee).
A privação do sono pode despencar seu sistema imune, levar à queda na performance física e mental, e ainda aumentar muito o apetite! Primeiro: corrija isso com boas horas de sono e capriche em temperos como alho, cebola e gengibre para manter sua imunidade, e tome um chá de camomila com passiflora antes de deitar.
Continue com seu fracionamento alimentar, mastigue muito bem os alimentos para garantir boa digestão e absorção de nutrientes e retome com otimismo à rotina alimentar e de exercícios.
E que a animação do feriado possa trazer mais otimismo para continuar firme com a dieta, focando sempre nos objetivos que você tem em mente.
Consulte sempre seu Nutricionista para uma orientação alimentar individualizada. Essas dicas não substituem uma consulta com o profissional que te acompanha, ok?
*Nutricionista paulistana formada em 2001, Priscila Di Ciero é especialista em nutrição esportiva, com cursos de extensão em nutrição funcional, estética e suplementação. É membro do Departamento de Medicina e Nutrição da Sociedade Vegetariana Brasileira. Atualmente, presta consultoria a restaurantes, escolas e empresas, além de atender em consultório e, quando necessário, nas residências dos clientes. Acesse o site: www.prisciladiciero.com.br
Por: O2 por Minuto - http://o2porminuto.uol.com.br/
quinta-feira, 3 de março de 2011
A grande questão sobre o glúten: adotar uma dieta livre de glúten ou não?
Ficar ou não sem glúten, eis a questão. Para muitas pessoas, esta parece ser a pergunta do momento. Todos nós já vimos artigos sobre dietas livres de glúten e flúten e, como nutricionistas do esporte, esta pergunta nos é feita a todo momento – eu deveria entrar em uma dieta livre de glúten? É mais saudável, meu desempenho melhorará, etc.?
Para algumas pessoas, um estilo de vida no qual se adota uma dieta livre de glúten é uma necessidade. Pessoas que possuem certa condição médica, alguns tipos de alergias, uma intolerância, ou alguma outra condição que o impeça de comer glúten obviamente necessitam evitá-lo para permanecerem saudáveis ou evitar desconfortos. Entretanto, a adoção de uma alimentação sem glúten foi estabelecido por alguns como uma opção mais saudável, ou uma solução para perder peso, e isto tem levado muitas pessoas a tentarem a adotar este estilo de vida. As grandes questões são se adotar um estilo de vida sem glúten é, de fato, mais saudável; se é um plano de nutrição eficaz para um atleta ; e se é um meio eficaz para se perder peso.
Como em diversos tópicos sobre nutrição humana, a resposta é simultaneamente sim e não. No entanto, o aumento da popularidade de estilos de vida livres de glúten foi ótimo para pessoas que possuem razões médicas para evitá-lo; a variedade, disponibilidade, e criatividade de alimentos sem glúten aumentou drasticamente nos últimos anos.
Tópicos a serem considerados sobre adotar uma dieta sem glúten:
(Antes de continuarmos, deixe-nos agregar outra vez que tudo o que será dito a seguir está escrito no contexto de a pessoa não possuir qualquer tipo de condição médica que a impeça de consumir glúten)
1. Seguir uma dieta livre de glúten, apesar de estar se tornando mais fácil, ainda é uma tarefa difícil que requer uma preparação pensada, principalmente no momento da compra de alimentos nos mercados e do consumo de refeições nos restaurantes. Pelo lado positivo, quanto mais você pensa sobre o que está comendo, mais provável será que você faça escolhas que são melhores para a sua saúde e desempenho. Frequentemente, as piores opções de comida são as que fazemos sem pensar. Por outro lado, a variedade é uma das principais formas que garante o consumo de todos os nutrientes que precisamos. A prática de dietas restritivas pode (não sempre, mas especialmente quando estamos ocupados) levar as pessoas a estreitar o consumo de alimentos a fontes relativamente pequenas.
2. O custo. Produtos e proteínas (carne, peixe, etc.) não custarão mais do que o habitual, mas alimentos preparados sem glúten tendem a ser mais caros do que os respectivos que contém glúten. Se você não precisa consumir alimentos sem glúten devido a razões médicas, vale a pena o custo adicional? Bom, se você for cuidadoso e olhar os ingredientes, muitos produtos sem glúten usam ingredientes que você talvez não devesse incluir na sua dieta. Isto pode na verdade aumentar a variedade de nutrientes que você consome. Trigo (glúten) é barato e fácil de ser utilizado, razão pela qual não se vê muitas marcas de barganha tornando-se livres de glúten. E não há uma desvantagem real aqui; se você estiver disposto e apto a comprar produtos sem glúten e isto não atrapalhar a sua habilidade de também comprar produtos e proteínas de alta qualidade, então é o seu dinheiro – faça o que quiser com ele.
3. A pesquisa. Ainda temos que ver alguma evidência conclusiva que mostre que dietas livres de glúten são benéficas para qualquer pessoa que não possui uma condição específica que requer uma dieta especial. Ouvimos relatos anedóticos sobre o efeito anti-inflamatório por exemplo, mas as gorduras ômega-3 também possuem este efeito. Você precisa das duas? Você consegue medir o impacto de cada? Algumas pessoas dizem que se “sentem” melhor, o que é bom, mas quanto disso se deve à falta de glúten comparado com o provável aumento do consumo de frutas, vegetais e proteínas magras?
4. É o glúten ou alguma coisa mais universal sobre as suas escolhas de comida? Similarmente ao último ponto, aqueles de nós que decidem adotar uma dieta livre de glúten frequentemente alegam obter ótimos benefícios relacionados à saúde, entretanto, mais uma vez nós ainda devemos ver evidências empíricas convincentes que mostrem que evitar grãos ativamente é realmente melhor para nós do que simplesmente realizar melhores escolhas de alimentos em todo o espectro de nutrientes. Geralmente, quando nos tornamos mais conscientes sobre a nossa dieta nós fazemos melhores escolhas e moderamos nosso consumo calórico, tornando-nos mais saudáveis. Na nossa experiência, atletas que vão de comer tudo para vegetarianos, pescatarian, livre de glúten, ou vegan delatam a mesma sensação de se sentir mais saudável e frequentemente perdem peso. Mas nós vimos de pouca a nenhuma diferença nas respostas dos atletas que estão transitando para qualquer padrão de alimentação particular.
Nós já podemos sentir o debate se formando, mas o nosso objetivo é simplesmente te encorajar a pensar mais compreensivamente sobre estilos de vida livres de glúten para atletas que não possuem uma razão médica para evita-lo. É um estilo de vida popular no momento, mas ainda não está claro se é melhor do que um estilo de vida onívoro que é moderado com relação ao consumo calórico, apresenta uma ampla variedade de escolhas alimentares, e um balanço consciente de vários grupos de comida.
Então, o que dizemos aos atletas que nos perguntam se devem adotar uma dieta sem glúten? Nós discutimos os pontos acima e depois sugerimos que tentem por 4 semanas (preferivelmente durante um período base de treinamento endurance, ou seja, longe de uma corrida). Nós não pensamos que é prejudicial, e só o fato de ter que pensar mais sobre o que você está comendo pode ser positivo para muitas pessoas, então não há realmente nada a perder. Se você achar a dieta muito restritiva ou descobrir que você não se sente diferente e que não viu diferença no seu desempenho, você pode simplesmente voltar a comer glúten.
Ryan Kohler é um técnico Senior da Carmichael Training Systems, possui o Masters of Science in Sports Nutrition, e está estudando para se tornar Registered Dietitian. Jim Rutberg é um Pro Coach for Carmichael Training Systems e co-autor de sete livros sobre treinamento e nutrição no esporte, incluindo o “Chris Carmichael’s Food for Fitness”.
Artigo original: http://www.trainrightblog.com/2011/02/27/the-great-gluten-question-to-go-gluten-free-or-not/
Para algumas pessoas, um estilo de vida no qual se adota uma dieta livre de glúten é uma necessidade. Pessoas que possuem certa condição médica, alguns tipos de alergias, uma intolerância, ou alguma outra condição que o impeça de comer glúten obviamente necessitam evitá-lo para permanecerem saudáveis ou evitar desconfortos. Entretanto, a adoção de uma alimentação sem glúten foi estabelecido por alguns como uma opção mais saudável, ou uma solução para perder peso, e isto tem levado muitas pessoas a tentarem a adotar este estilo de vida. As grandes questões são se adotar um estilo de vida sem glúten é, de fato, mais saudável; se é um plano de nutrição eficaz para um atleta ; e se é um meio eficaz para se perder peso.
Como em diversos tópicos sobre nutrição humana, a resposta é simultaneamente sim e não. No entanto, o aumento da popularidade de estilos de vida livres de glúten foi ótimo para pessoas que possuem razões médicas para evitá-lo; a variedade, disponibilidade, e criatividade de alimentos sem glúten aumentou drasticamente nos últimos anos.
Tópicos a serem considerados sobre adotar uma dieta sem glúten:
(Antes de continuarmos, deixe-nos agregar outra vez que tudo o que será dito a seguir está escrito no contexto de a pessoa não possuir qualquer tipo de condição médica que a impeça de consumir glúten)
1. Seguir uma dieta livre de glúten, apesar de estar se tornando mais fácil, ainda é uma tarefa difícil que requer uma preparação pensada, principalmente no momento da compra de alimentos nos mercados e do consumo de refeições nos restaurantes. Pelo lado positivo, quanto mais você pensa sobre o que está comendo, mais provável será que você faça escolhas que são melhores para a sua saúde e desempenho. Frequentemente, as piores opções de comida são as que fazemos sem pensar. Por outro lado, a variedade é uma das principais formas que garante o consumo de todos os nutrientes que precisamos. A prática de dietas restritivas pode (não sempre, mas especialmente quando estamos ocupados) levar as pessoas a estreitar o consumo de alimentos a fontes relativamente pequenas.
2. O custo. Produtos e proteínas (carne, peixe, etc.) não custarão mais do que o habitual, mas alimentos preparados sem glúten tendem a ser mais caros do que os respectivos que contém glúten. Se você não precisa consumir alimentos sem glúten devido a razões médicas, vale a pena o custo adicional? Bom, se você for cuidadoso e olhar os ingredientes, muitos produtos sem glúten usam ingredientes que você talvez não devesse incluir na sua dieta. Isto pode na verdade aumentar a variedade de nutrientes que você consome. Trigo (glúten) é barato e fácil de ser utilizado, razão pela qual não se vê muitas marcas de barganha tornando-se livres de glúten. E não há uma desvantagem real aqui; se você estiver disposto e apto a comprar produtos sem glúten e isto não atrapalhar a sua habilidade de também comprar produtos e proteínas de alta qualidade, então é o seu dinheiro – faça o que quiser com ele.
3. A pesquisa. Ainda temos que ver alguma evidência conclusiva que mostre que dietas livres de glúten são benéficas para qualquer pessoa que não possui uma condição específica que requer uma dieta especial. Ouvimos relatos anedóticos sobre o efeito anti-inflamatório por exemplo, mas as gorduras ômega-3 também possuem este efeito. Você precisa das duas? Você consegue medir o impacto de cada? Algumas pessoas dizem que se “sentem” melhor, o que é bom, mas quanto disso se deve à falta de glúten comparado com o provável aumento do consumo de frutas, vegetais e proteínas magras?
4. É o glúten ou alguma coisa mais universal sobre as suas escolhas de comida? Similarmente ao último ponto, aqueles de nós que decidem adotar uma dieta livre de glúten frequentemente alegam obter ótimos benefícios relacionados à saúde, entretanto, mais uma vez nós ainda devemos ver evidências empíricas convincentes que mostrem que evitar grãos ativamente é realmente melhor para nós do que simplesmente realizar melhores escolhas de alimentos em todo o espectro de nutrientes. Geralmente, quando nos tornamos mais conscientes sobre a nossa dieta nós fazemos melhores escolhas e moderamos nosso consumo calórico, tornando-nos mais saudáveis. Na nossa experiência, atletas que vão de comer tudo para vegetarianos, pescatarian, livre de glúten, ou vegan delatam a mesma sensação de se sentir mais saudável e frequentemente perdem peso. Mas nós vimos de pouca a nenhuma diferença nas respostas dos atletas que estão transitando para qualquer padrão de alimentação particular.
Nós já podemos sentir o debate se formando, mas o nosso objetivo é simplesmente te encorajar a pensar mais compreensivamente sobre estilos de vida livres de glúten para atletas que não possuem uma razão médica para evita-lo. É um estilo de vida popular no momento, mas ainda não está claro se é melhor do que um estilo de vida onívoro que é moderado com relação ao consumo calórico, apresenta uma ampla variedade de escolhas alimentares, e um balanço consciente de vários grupos de comida.
Então, o que dizemos aos atletas que nos perguntam se devem adotar uma dieta sem glúten? Nós discutimos os pontos acima e depois sugerimos que tentem por 4 semanas (preferivelmente durante um período base de treinamento endurance, ou seja, longe de uma corrida). Nós não pensamos que é prejudicial, e só o fato de ter que pensar mais sobre o que você está comendo pode ser positivo para muitas pessoas, então não há realmente nada a perder. Se você achar a dieta muito restritiva ou descobrir que você não se sente diferente e que não viu diferença no seu desempenho, você pode simplesmente voltar a comer glúten.
Ryan Kohler é um técnico Senior da Carmichael Training Systems, possui o Masters of Science in Sports Nutrition, e está estudando para se tornar Registered Dietitian. Jim Rutberg é um Pro Coach for Carmichael Training Systems e co-autor de sete livros sobre treinamento e nutrição no esporte, incluindo o “Chris Carmichael’s Food for Fitness”.
Artigo original: http://www.trainrightblog.com/2011/02/27/the-great-gluten-question-to-go-gluten-free-or-not/
Meia Maratona Internacional de São Paulo - Por Camila Roma
Gostaria de dividir com meus amigos corredores e triatletas minha feliz despedida momentânea das pistas.
Durante treinos para maratonas em 2010 passei fases de monotonia e solidão. Ciente de que precisava treinar muito para realizar um sonho importante de correr a maratona em NY e privilegiadamente ser recebida na chegada pela minha família, abri mão da convivência de muitas pessoas e vida social. E foi então que decidi buscar um novo desafio, e por recomendações médicas o desgaste de 2 maratonas por ano seria muito grande para minha idade, e partir para as ultramaratonas seria ainda pior.
Tudo foi se encaixando no início de 2011 quando um grande amigo da academia e ex aluno da Race me apresentou para Ricardo e recebi o inesperado convite para fazer parte da família Race. Apenas permanecia a dúvida se continuaria das pistas ou não. Decidi então me inscrever para a Meia Maratona como um teste, para sentir como seria conciliar os treinos longos com os novos desafios. E não foi nada fácil, pensei em abrir mão da prova, mas sabia que precisava fechar um ciclo.
Ansiosa para a despedida fui a primeira aluna a chegar na tenda. As 6:30 da manhã o sol já brilhava. E logo vieram os questionamentos: por que não estou rodando na piscina? Por que não estou pedalando com o pessoal na estrada? Empolgada com as novidades antes do alongamento com a nova família fui falar um “oi” com o coração apertado para meus antigos companheiros de treino e para o pessoal da ADD, o qual tive a feliz oportunidade de conhecer durante minhas provas como guia de PNEs e estes jamais deixarei de acompanhar, mas foi estranho pensar em abandonar tudo aquilo.
Pensativa a caminho da largada cruzei muitos amigos, aqueles com quem comecei a correr há alguns anos, alguns com quem treinava até ano passado, e para minha alegria cruzei um maratonista que conheci em NY quando fora receber sua medalha comemorativa por ser o primeiro sul-americano a correr nos 7 continentes. Assumo que nessa hora lembrei de todas as histórias de provas e fotos sensacionais pelo mundo que ele havia me mostrado e por minutos pensei em desistir da minha decisão, o cara é um exemplo, convenceria facilmente qualquer corredor a fazer maratonas.
O sol já fervia. Foram quase 10 minutos para cruzar a largada, era um mar de corredores e para minha surpresa muitos deles estavam ali para a meia maratona. As ruas foram tomadas por corredores, o clima festivo estava dentro de mim, e para não me sentir triste eu corria pensando que aquilo era apenas 1/3 do meu objetivo. Foi leve, light, comecei no ritmo de 6:30, mas logo no início fui “empurrada” por uma amiga querida e estabelecemos a meta de 5:45/km. E deu certo! Apesar das dores dos treinos nas outras modalidades que sentia pela primeira vez e do meu maior inimigo sol concluímos a prova em 2:08, 10mits abaixo em relação a 2010. E assim encerrei um ciclo para me jogar de vez no novo desafio do triathlon, senti que a corrida é um obstáculo que posso vencer com segurança, cautela e principalmente sem lesões desde de que tenha dedicação e respeito às minhas limitações.
Agradeço o apoio de todos os treinadores que acreditam que posso realizar o sonho de fazer triathlon, os meninos que me receberam muito bem na tenda sem nem me conhecer praticamente e muito menos sem saber meu propósito nesta prova e ao Ricardo que me incentiva desde o primeiro treino. Não sei quando voltarei a fazer provas longas de corrida, mas com toda certeza sei que posso contar com o apoio desta família independente da minha escolha.
Camilinha
Durante treinos para maratonas em 2010 passei fases de monotonia e solidão. Ciente de que precisava treinar muito para realizar um sonho importante de correr a maratona em NY e privilegiadamente ser recebida na chegada pela minha família, abri mão da convivência de muitas pessoas e vida social. E foi então que decidi buscar um novo desafio, e por recomendações médicas o desgaste de 2 maratonas por ano seria muito grande para minha idade, e partir para as ultramaratonas seria ainda pior.
Tudo foi se encaixando no início de 2011 quando um grande amigo da academia e ex aluno da Race me apresentou para Ricardo e recebi o inesperado convite para fazer parte da família Race. Apenas permanecia a dúvida se continuaria das pistas ou não. Decidi então me inscrever para a Meia Maratona como um teste, para sentir como seria conciliar os treinos longos com os novos desafios. E não foi nada fácil, pensei em abrir mão da prova, mas sabia que precisava fechar um ciclo.
Ansiosa para a despedida fui a primeira aluna a chegar na tenda. As 6:30 da manhã o sol já brilhava. E logo vieram os questionamentos: por que não estou rodando na piscina? Por que não estou pedalando com o pessoal na estrada? Empolgada com as novidades antes do alongamento com a nova família fui falar um “oi” com o coração apertado para meus antigos companheiros de treino e para o pessoal da ADD, o qual tive a feliz oportunidade de conhecer durante minhas provas como guia de PNEs e estes jamais deixarei de acompanhar, mas foi estranho pensar em abandonar tudo aquilo.
Pensativa a caminho da largada cruzei muitos amigos, aqueles com quem comecei a correr há alguns anos, alguns com quem treinava até ano passado, e para minha alegria cruzei um maratonista que conheci em NY quando fora receber sua medalha comemorativa por ser o primeiro sul-americano a correr nos 7 continentes. Assumo que nessa hora lembrei de todas as histórias de provas e fotos sensacionais pelo mundo que ele havia me mostrado e por minutos pensei em desistir da minha decisão, o cara é um exemplo, convenceria facilmente qualquer corredor a fazer maratonas.
O sol já fervia. Foram quase 10 minutos para cruzar a largada, era um mar de corredores e para minha surpresa muitos deles estavam ali para a meia maratona. As ruas foram tomadas por corredores, o clima festivo estava dentro de mim, e para não me sentir triste eu corria pensando que aquilo era apenas 1/3 do meu objetivo. Foi leve, light, comecei no ritmo de 6:30, mas logo no início fui “empurrada” por uma amiga querida e estabelecemos a meta de 5:45/km. E deu certo! Apesar das dores dos treinos nas outras modalidades que sentia pela primeira vez e do meu maior inimigo sol concluímos a prova em 2:08, 10mits abaixo em relação a 2010. E assim encerrei um ciclo para me jogar de vez no novo desafio do triathlon, senti que a corrida é um obstáculo que posso vencer com segurança, cautela e principalmente sem lesões desde de que tenha dedicação e respeito às minhas limitações.
Agradeço o apoio de todos os treinadores que acreditam que posso realizar o sonho de fazer triathlon, os meninos que me receberam muito bem na tenda sem nem me conhecer praticamente e muito menos sem saber meu propósito nesta prova e ao Ricardo que me incentiva desde o primeiro treino. Não sei quando voltarei a fazer provas longas de corrida, mas com toda certeza sei que posso contar com o apoio desta família independente da minha escolha.
Camilinha
quarta-feira, 2 de março de 2011
Meia Maratona Internacional de São Paulo - Depoimento do aluno Cláudio de S. Gouvêa!!!
A primeira vez a gente nunca esquece!
Ontem tive a imensa alegria de completar em 2h04m03s a minha primeira meia maratona na quinta edição da Meia Maratona Internacional de São Paulo e o prazer dessa conquista foi tão grande que me animei a enviar esse depoimento.
Tomei o primeiro contato com as corridas quando me transferi para São Paulo em 2001 e a empresa onde trabalho (IBM) contratou a RACE para preparar os corredores de primeira viagem para participação na prova de revezamento do Pão de Açucar. Lembro do esforço para vencer os 5Km da prova e do prazer em participar daquela festa.
Em 2002 comecei a treinar com a RACE e fiz algumas provas curtas mas no final daquele ano recebi um convite para passar um período trabalhando na Espanha e interrompi os treinos. Entre 2005 e 2006 voltei a correr por minha conta e fiz as minhas primeiras provas de 10K em Madri.
Depois que retornei ao Brasil em julho de 2006 contudo levei algum tempo até conseguir reorganizar a minha rotina com a família, trabalho, trânsito (dificuldades típicas do retorno de um expatriado). Nos anos seguintes tentei retomar os treinos na RACE mas tive dificuldades para manter uma boa sequência e o sobre-peso gerava uma dificuldade adicional causando dores nos joelhos.
No início de 2010 um evento inesperado me ajudou a dar uma guinada nessa história. Após realizar um checkup fui orientado a procurar uma endocrinologista em função de uma alteração na taxa de glicemia. Dra. Sandra Cabello me advertiu sobre o risco do quadro evoluir para a diabetes mas ao mesmo tempo me mostrou que ao controlar a taxa de glicemia com medicação adequada se eu mantivesse uma rotina saudável de alimentação e atividade física, sem nenhuma ação drástica, perderia o sobre-peso que me atrapalhava (não era “hipotireoidismo” ☺). O resultado começou a aparecer rapidamente e foi surpreendentemente positivo. Consegui manter a continuidade dos treinos com muito mais qualidade sem as dores no joelho que quase desapareceram com a redução gradativa do peso e a ajuda da musculação. A Dra. Daniela Neves do Sportslab também me ajudou a diversificar a dieta e deu boas dicas de nutrição para os treinos longos e os dias de prova.
O bem-estar e o prazer nos treinos me levaram a fazer provas um pouco mais longas em 2010 (12,5Km, 10 Milhas Mizuno, 15K Gonzaguinha, 15K São Silvestre) e a planejar a primeira meia maratona em 2011 que me trouxe a esse grande dia de realização.
Agradeço ao Ricardo Arap a Renata e a toda a família RACE por esse trabalho sério, muito profissional, com um planejamento perfeito. Também agradeço ao companheirismo da turma que pouco a pouco comecei a conseguir acompanhar (ao menos nos treinos). Estou certo que ja temos um novo encontro marcado na Meia da Corpore 10 de abril. Um forte abraço a todos.
Depoimento de Cláudio de Sousa Gouvêa, 44 anos (28/02/2011).
Ontem tive a imensa alegria de completar em 2h04m03s a minha primeira meia maratona na quinta edição da Meia Maratona Internacional de São Paulo e o prazer dessa conquista foi tão grande que me animei a enviar esse depoimento.
Tomei o primeiro contato com as corridas quando me transferi para São Paulo em 2001 e a empresa onde trabalho (IBM) contratou a RACE para preparar os corredores de primeira viagem para participação na prova de revezamento do Pão de Açucar. Lembro do esforço para vencer os 5Km da prova e do prazer em participar daquela festa.
Em 2002 comecei a treinar com a RACE e fiz algumas provas curtas mas no final daquele ano recebi um convite para passar um período trabalhando na Espanha e interrompi os treinos. Entre 2005 e 2006 voltei a correr por minha conta e fiz as minhas primeiras provas de 10K em Madri.
Depois que retornei ao Brasil em julho de 2006 contudo levei algum tempo até conseguir reorganizar a minha rotina com a família, trabalho, trânsito (dificuldades típicas do retorno de um expatriado). Nos anos seguintes tentei retomar os treinos na RACE mas tive dificuldades para manter uma boa sequência e o sobre-peso gerava uma dificuldade adicional causando dores nos joelhos.
No início de 2010 um evento inesperado me ajudou a dar uma guinada nessa história. Após realizar um checkup fui orientado a procurar uma endocrinologista em função de uma alteração na taxa de glicemia. Dra. Sandra Cabello me advertiu sobre o risco do quadro evoluir para a diabetes mas ao mesmo tempo me mostrou que ao controlar a taxa de glicemia com medicação adequada se eu mantivesse uma rotina saudável de alimentação e atividade física, sem nenhuma ação drástica, perderia o sobre-peso que me atrapalhava (não era “hipotireoidismo” ☺). O resultado começou a aparecer rapidamente e foi surpreendentemente positivo. Consegui manter a continuidade dos treinos com muito mais qualidade sem as dores no joelho que quase desapareceram com a redução gradativa do peso e a ajuda da musculação. A Dra. Daniela Neves do Sportslab também me ajudou a diversificar a dieta e deu boas dicas de nutrição para os treinos longos e os dias de prova.
O bem-estar e o prazer nos treinos me levaram a fazer provas um pouco mais longas em 2010 (12,5Km, 10 Milhas Mizuno, 15K Gonzaguinha, 15K São Silvestre) e a planejar a primeira meia maratona em 2011 que me trouxe a esse grande dia de realização.
Agradeço ao Ricardo Arap a Renata e a toda a família RACE por esse trabalho sério, muito profissional, com um planejamento perfeito. Também agradeço ao companheirismo da turma que pouco a pouco comecei a conseguir acompanhar (ao menos nos treinos). Estou certo que ja temos um novo encontro marcado na Meia da Corpore 10 de abril. Um forte abraço a todos.
Depoimento de Cláudio de Sousa Gouvêa, 44 anos (28/02/2011).
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Depoimento do Aluno José Pena nas provas de Inverno nos EUA
Boa Noite, segue o relatorio da minha experiença nos EUS este inverno:
Gosto de passar os meses de dezembro e janeiro para o treinamento de força e de base. Então olhe para as competições cross-country. Neste caso, tirar proveito de um convite para a casa da cunhada em Nova Jersey, e desfrutar de um mês de treinamento de férias para 10 graus abaixo de zero! Concurrei em 3 provas, a 5 millas do Central Park, que alcançou 3 º lugar na categoria 40-44, eu também fiz uma carreira de montanha completamente coberta de neve, onde eu ganhei o 1 º lugar na 40-44 anos, Finalmente fiz a meia maratona em Nova York em 22 de janeiro, que terminou em 5 º na minha categoria. Eu gosto muito de correr no frio, e as subidas, mas quão forte é a de parar de correr, de mãos congelaram-me, e eu não podia beber nem água! Mas foi uma ótima experiência, espero ter feito boa base para testar o resto do ano. Ja tive a PR de 01:23 na meia maratona (o anterior era de 1:28 em 2009). Este ano vou procurar classificar para a maratona de Boston, onde eu tenho que fazer 03:20, mas meu sonho é baixar das três horas, espero que Deus ajuda ... !
Links dos resultados:
- Lebow Classic, New York Central Park: http://web2.nyrrc.org/cgi-bin/htmlos.cgi/51271.1.524002408918144126
- Manhattan Half Maraton: http://web2.nyrrc.org/cgi-bin/htmlos.cgi/43118.1.586129574116305610
- New Jersey Trail Series, 5M, , Morristown, NJ. https://spreadsheets.google.com/ccc?key=tzL78oW0QItTHmBV6fy9EKA#gid=1
Gosto de passar os meses de dezembro e janeiro para o treinamento de força e de base. Então olhe para as competições cross-country. Neste caso, tirar proveito de um convite para a casa da cunhada em Nova Jersey, e desfrutar de um mês de treinamento de férias para 10 graus abaixo de zero! Concurrei em 3 provas, a 5 millas do Central Park, que alcançou 3 º lugar na categoria 40-44, eu também fiz uma carreira de montanha completamente coberta de neve, onde eu ganhei o 1 º lugar na 40-44 anos, Finalmente fiz a meia maratona em Nova York em 22 de janeiro, que terminou em 5 º na minha categoria. Eu gosto muito de correr no frio, e as subidas, mas quão forte é a de parar de correr, de mãos congelaram-me, e eu não podia beber nem água! Mas foi uma ótima experiência, espero ter feito boa base para testar o resto do ano. Ja tive a PR de 01:23 na meia maratona (o anterior era de 1:28 em 2009). Este ano vou procurar classificar para a maratona de Boston, onde eu tenho que fazer 03:20, mas meu sonho é baixar das três horas, espero que Deus ajuda ... !
Links dos resultados:
- Lebow Classic, New York Central Park: http://web2.nyrrc.org/cgi-bin/htmlos.cgi/51271.1.524002408918144126
- Manhattan Half Maraton: http://web2.nyrrc.org/cgi-bin/htmlos.cgi/43118.1.586129574116305610
- New Jersey Trail Series, 5M, , Morristown, NJ. https://spreadsheets.google.com/ccc?key=tzL78oW0QItTHmBV6fy9EKA#gid=1
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
MARATONA DA DISNEY - DEPOIMENTO DO ALUNO EDUARDO LEITE (MILK) !!
"Neste mês de janeiro, mais precisamente dias 08 e 09, aconteceu na cidade de Orlando as corridas Half Marathon (meia maratona do Pato Donald) e Full Marathon (maratona do Mickey), que juntas formam o Goofy Challenge (Desafio do Pateta). A Race esteve presente nessas provas, seja com atletas fazendo a Meia, atletas fazendo a Maratona e, assim como eu, alguns outros malucos fazendo o Desafio completo, afinal quem está na chuva é para se molhar, certo?
No meu caso optei por ir dia 06/01, 2 dias antes da prova. Achei melhor e não me arrependi, pois tive o dia 06 para fazer todo o trâmite de chegada (carro, hotel, etc.), tive o dia 07 para buscar o kit da corrida e fazer algumas compras de material esportivo antes das corridas e dias 08 e 09 para correr. Fazendo isso o foco ficou na corrida, acho que seria mais complicado correr se tivesse chegado antes e entrado no clima de parques de diversão, de festas de final de ano, etc., por isso fica a dica caso alguém decida fazer tal corrida nos próximos anos. Só então foquei as férias, sem preocupação com treinos.
Minha aventura começou já na madrugada do sábado dia 08, simplesmente descobri quando estava no carro de partida para o local da largada que eu não tinha o endereço, somente sabia que era próximo ao estacionamento do Epcot. Coloquei esta informação do GPS e fui parar num hotel do Epcot, onde não tinha uma alma penada para dar uma informação. Redefini o caminho e, já na estrada, vi diversas pessoas caminhando para o lugar onde imaginei fosse a largada. Tinham alguns ônibus escolares daquele com frente de caminhão que pareciam estar com pessoas que iriam ao evento, fui atrás. Segundo mico:
numa semáfora eles fizeram conversão a esquerda para entrar numa área onde estava o agito e parecia ser o caminho para estacionamento, porém logo que passaram fecharam com cones e eu fiquei atravessado na pista bloqueando o caminho dos carros que vinham no sentido oposto. Buzinei para um guarda e ele veio com toda a delicadeza do mundo dizendo algo tipo “you are stopping the fuck traffic, go out...”. Bem, não precisou repetir duas vezes, me mandei dali para outro lugar e encontrei um trânsito infernal, tudo parado. Isso eram umas 05:20hs e minha largada era 05:30hs, já viu o desespero né. Cheguei ao estacionamento e me mandei para a largada, eu ia sair no que eles chamam de Corral A, mas saí no B logo atrás, uns 10 minutos depois. A partir daí a festa começou.
O caminho inicial era num local parecido com uma rodovia, tudo plano e sem buracos no asfalto. Já nos canteiros laterais, eram gramados e praticamente sem buracos, por onde fui boa parte do percurso inicial para evitar lesões e amortecer as pisadas, já que eu teria 2 provas em 2 dias seguidos, além de evitar a aglomeração inicial que se forma e impede que a corrida seja feita no seu ritmo.
O restante da prova só posso elogiar: hidratação a cada 2kms aproximadamente, sempre com isotônico no início e água na sequência. Na meia deram bananas e gel mais ou menos no km15. Neste pontos de hidratação sempre tinham banheiros químicos, o que permitia aos necessitados uma parada estratégica sem precisar apelar ao matinho. O tempo ajudou bastante, a temperatura estava na casa dos 15 graus se não me engano. Como era inverno o sol deu sinal de vida em torno das 07:00hs apenas.
Como foram vários treinos longos neste final de ano, terminei esta prova em 1h45min com a sensação de que podia ter feito melhor, mas fui me segurando para o dia seguinte, que era meu objetivo principal.
No final encontrei o David da EMC, o Edu Abreu do Sírio (que estava lá em peso para fazer a meia) e outros amigos que aos poucos iam chegando, aí o clima ficou de festa.
Ah, a organização fornece uma espécie de capa com um lado metálico e outro com desenhos do Mickey, para aquecimento pós-prova, isso sem falar nos isotônicos, refrigerantes, barras de proteínas e muffins de blue Berry, uma delícia. Tudo a vontade, diga-se de passagem.
Já no domingo meu esquema foi diferente devido ao mico do dia anterior. Sai mais cedo do hotel, combinei com o Eduardo Abreu de irmos conversando via rádio. Quando achava que tudo estava ok, eis o 2º. mico: no dia anterior eu não fiz uma rota direto ao destino final, por isso não sabia de fato o caminho correto. Coloquei no GPS Epcot Parking e de fato ele me levou a um estacionamento onde tinham diversas pessoas do staff orientando o trânsito.
Chequei por volta das 04:45hs, com 1h15 da minha largada que novamente estava prevista para o Corral A. Falei que eu era corredor e mandaram eu ir para um determinado local. Esperei o Edu chegar, combinamos um ponto de encontro perto da largada e fui para o local. No meio do caminho o pessoal do staff perguntou se eu era corredor e disse que sim. Disseram-me que não poderia parar o carro ali, pois era exclusivo dos empregados do parque, ai, ai, ai... Juro que a orelhada não foi minha desta vez, eu disse que era corredor desde que cheguei, mas...
Enfim, sai dali já pensando no trânsito, porém neste dia a quantidade de malucos era a metade do dia anterior, o que me fez chegar a tempo, mas não sem ouvir um monte de reclamações do Eduzão e outros amigos que estavam com ele.
Como o pessoal largaria a partir do Corral B, decidimos sair todos juntos dali mesmo.
Fiz o mesmo caminho do dia anterior, gramado até onde podia, hidratação o tempo todo. Porém este dia foi um pouco diferente do anterior, já que estava um pouco mais frio (acho que uns 10graus). Decidi forçar para tentar fazer abaixo de 3h30min e até o km 28 estava conseguindo fazer mais baixo ainda, quando minhas as pernas começaram a travar lentamente devido ao acúmulo de ácido lático. Apesar de ter tomado isotônicos, gels e outros suplementos que levei, não teve jeito, tive que diminuir o ritmo e há uns 6 kms do final dar caminhadas, já que tive câimbra na virilha da perna direita, coisa que nunca tive. Terminei a prova em 3h40min, o que meu fez ter uma mescla de
sentimentos: a satisfação de ter completado minha 1º. Maratona, principalmente porque foi 1 dia depois de ter feito uma Meia, com a decepção de não ter feito o tempo que eu queria e saber que poderia, mas as pernas me deixaram na mão. Numa próxima focarei apenas um prova.
Mas valeu, se alguém quiser fazer esta prova um dia ficam meus conselhos:
sigam as planilhas corretamente, mesmo sendo cansativas e num período complicado que são as festas de final de ano, façam musculação para evitar lesões, hidratem-se e alimentem-se sempre que possível. Ah, e curtam a prova, o caminho é muito bonito, o público te apóia o caminho inteiro, a sensação de completar as provas é muito legal. Tem os personagens no caminho que estão para tirar fotos, apesar de que não fui com essa intenção e nem levei minha câmera. A Cinderela e a Bela Adormecida que vi pelo caminho eram lindas, se eu tivesse um cavalo ali sequestraria uma delas para meu castelo, rs.
Para as meninas tinham os príncipes, não olhei para eles já que eram muito feios, mas se quiserem conferir de perto façam a prova, rs.
Valeu galera!"
No meu caso optei por ir dia 06/01, 2 dias antes da prova. Achei melhor e não me arrependi, pois tive o dia 06 para fazer todo o trâmite de chegada (carro, hotel, etc.), tive o dia 07 para buscar o kit da corrida e fazer algumas compras de material esportivo antes das corridas e dias 08 e 09 para correr. Fazendo isso o foco ficou na corrida, acho que seria mais complicado correr se tivesse chegado antes e entrado no clima de parques de diversão, de festas de final de ano, etc., por isso fica a dica caso alguém decida fazer tal corrida nos próximos anos. Só então foquei as férias, sem preocupação com treinos.
Minha aventura começou já na madrugada do sábado dia 08, simplesmente descobri quando estava no carro de partida para o local da largada que eu não tinha o endereço, somente sabia que era próximo ao estacionamento do Epcot. Coloquei esta informação do GPS e fui parar num hotel do Epcot, onde não tinha uma alma penada para dar uma informação. Redefini o caminho e, já na estrada, vi diversas pessoas caminhando para o lugar onde imaginei fosse a largada. Tinham alguns ônibus escolares daquele com frente de caminhão que pareciam estar com pessoas que iriam ao evento, fui atrás. Segundo mico:
numa semáfora eles fizeram conversão a esquerda para entrar numa área onde estava o agito e parecia ser o caminho para estacionamento, porém logo que passaram fecharam com cones e eu fiquei atravessado na pista bloqueando o caminho dos carros que vinham no sentido oposto. Buzinei para um guarda e ele veio com toda a delicadeza do mundo dizendo algo tipo “you are stopping the fuck traffic, go out...”. Bem, não precisou repetir duas vezes, me mandei dali para outro lugar e encontrei um trânsito infernal, tudo parado. Isso eram umas 05:20hs e minha largada era 05:30hs, já viu o desespero né. Cheguei ao estacionamento e me mandei para a largada, eu ia sair no que eles chamam de Corral A, mas saí no B logo atrás, uns 10 minutos depois. A partir daí a festa começou.
O caminho inicial era num local parecido com uma rodovia, tudo plano e sem buracos no asfalto. Já nos canteiros laterais, eram gramados e praticamente sem buracos, por onde fui boa parte do percurso inicial para evitar lesões e amortecer as pisadas, já que eu teria 2 provas em 2 dias seguidos, além de evitar a aglomeração inicial que se forma e impede que a corrida seja feita no seu ritmo.
O restante da prova só posso elogiar: hidratação a cada 2kms aproximadamente, sempre com isotônico no início e água na sequência. Na meia deram bananas e gel mais ou menos no km15. Neste pontos de hidratação sempre tinham banheiros químicos, o que permitia aos necessitados uma parada estratégica sem precisar apelar ao matinho. O tempo ajudou bastante, a temperatura estava na casa dos 15 graus se não me engano. Como era inverno o sol deu sinal de vida em torno das 07:00hs apenas.
Como foram vários treinos longos neste final de ano, terminei esta prova em 1h45min com a sensação de que podia ter feito melhor, mas fui me segurando para o dia seguinte, que era meu objetivo principal.
No final encontrei o David da EMC, o Edu Abreu do Sírio (que estava lá em peso para fazer a meia) e outros amigos que aos poucos iam chegando, aí o clima ficou de festa.
Ah, a organização fornece uma espécie de capa com um lado metálico e outro com desenhos do Mickey, para aquecimento pós-prova, isso sem falar nos isotônicos, refrigerantes, barras de proteínas e muffins de blue Berry, uma delícia. Tudo a vontade, diga-se de passagem.
Já no domingo meu esquema foi diferente devido ao mico do dia anterior. Sai mais cedo do hotel, combinei com o Eduardo Abreu de irmos conversando via rádio. Quando achava que tudo estava ok, eis o 2º. mico: no dia anterior eu não fiz uma rota direto ao destino final, por isso não sabia de fato o caminho correto. Coloquei no GPS Epcot Parking e de fato ele me levou a um estacionamento onde tinham diversas pessoas do staff orientando o trânsito.
Chequei por volta das 04:45hs, com 1h15 da minha largada que novamente estava prevista para o Corral A. Falei que eu era corredor e mandaram eu ir para um determinado local. Esperei o Edu chegar, combinamos um ponto de encontro perto da largada e fui para o local. No meio do caminho o pessoal do staff perguntou se eu era corredor e disse que sim. Disseram-me que não poderia parar o carro ali, pois era exclusivo dos empregados do parque, ai, ai, ai... Juro que a orelhada não foi minha desta vez, eu disse que era corredor desde que cheguei, mas...
Enfim, sai dali já pensando no trânsito, porém neste dia a quantidade de malucos era a metade do dia anterior, o que me fez chegar a tempo, mas não sem ouvir um monte de reclamações do Eduzão e outros amigos que estavam com ele.
Como o pessoal largaria a partir do Corral B, decidimos sair todos juntos dali mesmo.
Fiz o mesmo caminho do dia anterior, gramado até onde podia, hidratação o tempo todo. Porém este dia foi um pouco diferente do anterior, já que estava um pouco mais frio (acho que uns 10graus). Decidi forçar para tentar fazer abaixo de 3h30min e até o km 28 estava conseguindo fazer mais baixo ainda, quando minhas as pernas começaram a travar lentamente devido ao acúmulo de ácido lático. Apesar de ter tomado isotônicos, gels e outros suplementos que levei, não teve jeito, tive que diminuir o ritmo e há uns 6 kms do final dar caminhadas, já que tive câimbra na virilha da perna direita, coisa que nunca tive. Terminei a prova em 3h40min, o que meu fez ter uma mescla de
sentimentos: a satisfação de ter completado minha 1º. Maratona, principalmente porque foi 1 dia depois de ter feito uma Meia, com a decepção de não ter feito o tempo que eu queria e saber que poderia, mas as pernas me deixaram na mão. Numa próxima focarei apenas um prova.
Mas valeu, se alguém quiser fazer esta prova um dia ficam meus conselhos:
sigam as planilhas corretamente, mesmo sendo cansativas e num período complicado que são as festas de final de ano, façam musculação para evitar lesões, hidratem-se e alimentem-se sempre que possível. Ah, e curtam a prova, o caminho é muito bonito, o público te apóia o caminho inteiro, a sensação de completar as provas é muito legal. Tem os personagens no caminho que estão para tirar fotos, apesar de que não fui com essa intenção e nem levei minha câmera. A Cinderela e a Bela Adormecida que vi pelo caminho eram lindas, se eu tivesse um cavalo ali sequestraria uma delas para meu castelo, rs.
Para as meninas tinham os príncipes, não olhei para eles já que eram muito feios, mas se quiserem conferir de perto façam a prova, rs.
Valeu galera!"
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